Quarta- feira criativa (24/02/2016)

Mais uma vez atrasada xD

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Carta à Clara

Jóice D´Aviz

Para minha filha , Clara

Minha querida filha, você sempre foi um sonho para mim e para a sua mãe. E quando você veio ao mundo tornou tudo mais iluminado e feliz.

Deus te fez curiosa. Sempre observando e perguntando tudo sobre o que via. Lembro-me de uma vez, quando você tinha 5 anos e me pediu uma lupa de presente de aniversário, eu achei estranho e perguntei: “Mas para que você quer isso de presente, Clarinha?” E você, inocentemente, respondeu que lhe disseram que a lua tinha um monte de buraquinhos e que a lupa poderia ajudá-la a enxergá-los. Expliquei que não seria possível ver a lua tão de perto com uma lupa. Mas você ficou tão tristinha, que acabei te dando um telescópio, lembra? Ah, e como era encantador ver seus olhinhos brilhando ao ver a lua de perto.

Nesses anos, minha filha, tentei fazer o possível para que você se torna-se uma mulher honesta, justa e feliz. E você, nunca me decepcionou. Sei que sou suspeito para falar, mas você se tornou muito mais do que eu imaginava que seria. Você é incrível, bela por dentro e por fora.

Hoje, não posso mais segurá-la em meus braços, nem posso levá-la aquele parquinho que você tanto amava ir. E te balançar no balanço e ver seus cabelos se arrepiarem com o vento. Porém, me contento em vê-la bem, feliz e realizando o seu sonho de se tornar advogada. Boa sorte, meu amor. E em sua profissão, faça a diferença: lute pela justiça de fato, E se quiser um abraço apertado, sabe onde procurar.

De seu pai, que te ama, Leonel.

Os textos que rasguei

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Eu já fui uma pessoa extremamente tímida. Muito observação e pouca conversa era o meu lema. E como eu era muito desconfiada, não era de conversar com ninguém sobre as minhas dúvidas, aflições, curiosidades.

Então desde que eu aprendi a estruturar os meus pensamentos no papel, aos 8 anos, ele se tornou meu confidente fiel. Era eu, o silêncio, e o barulhinho do lápis no papel. Aos poucos, a música passou a acompanhar alguns desses momentos.

E quantas vezes o papel ficou manchado com as minhas lágrimas?

Embora, na escola, eu recebesse elogios pelas minhas produções textuais, eu duvidava muito do meu potencial para escrever. Sempre fui insegura e diversas vezes rasguei e joguei fora tudo que escrevia, eu morria de medo de que alguém “me” lesse, que alguém descobrisse minhas fraquezas, meus sentimentos.  Sim, porque acredito, que mesmo inconscientemente, o autor acaba deixando um pouquinho de si em seus textos, mesmo que aquela não seja a sua vida ou a sua história.

E por muito tempo foi assim: eu rasguei, escondi, queimei… por medo que me decifrassem. Bobagem, eu nem tenho tantos segredos assim (risos). Acho pretensioso dizer que sou uma “escritora” , me limito a dizer que sou uma amadora, minha escrita não tem regras, certo ou errado, é a emoção a frente da razão.

Até hoje, sou muito crítica com aquilo que escrevo, as vezes depois de ler , eu não consigo gostar. Muitas vezes, mesmo assim compartilho, porque pode ser aquele texto não sirva para mim, mas pode ajudar outras pessoas a se emocionarem , se identificarem ou, na melhor das hipóteses, eu posso melhorar o dia de alguém que eu nem conheço. E quando recebo comentários positivos, eu fico meio que sem saber como lidar com isso, porque no fundo eu esperava mais críticas (ainda bem que não).E é estranho (um estranho bom haha) saber que tem gente que gosta e entende o que escrevo.  A gente escreve porque ama, sem esperar reconhecimento por isso, mas ouvir (ou ler) que alguém gostou daquilo que escrevemos é indescritível, emocionante.

Escrever é mesmo uma aventura! É poder ser várias pessoas ao mesmo tempo, é incomodar e ao mesmo tempo encantar. Fico feliz por poder me libertar desses nós que surgem em minha garganta, de transformá-los em palavras, de enfeitar os momentos de dar vida a personagens…

Agradeço de coração a todos vocês que entendem os meus erros de pontuação, as faltas de revisão, o excesso de vírgulas e parênteses, as histórias clichês, e meu jeito bobo e amador de escrever. Depois que publico meus textos eles não me pertencem mais. Eles pertencem aqueles que leem, que se emocionam, que fazem em suas mentes os desenhos dos meus personagens e que imaginam as cenas mágicas que tento transmitir para vocês.

Meus textos funcionam como aquela cena da  fada (Sininho) do Peter Pan, quanto mais vocês leitores acreditarem em mim, mais textos meus surgirão e eu juro, que tentarei melhorar cada dia mais.

Muito obrigada, meus leitores queridos.