Solidão

Sasha Freemind, via: Unsplash

Uma vez eu me perguntei porque eu era tão sozinha.

Mas o que eu sentia não era a falta de ter pessoas ao meu redor, mas sim de me sentir sozinha nas multidões. Não sentir que eu me pertencia aquele grupo de pessoas.

E como eu queria isso!

Como eu queria pertencer há alguma coisa.

Foi por me sentir sozinha demais e, por sentir que ninguém queria me ouvir que eu comecei a escrever.

As palavras me deram voz, mas elas não saiam da minha boca e sim foram transcritas viraram grafite e tinta de caneta.

Foram as palavras que me deram o que eu mais queria: amigos. Os meus amigos imaginários eram os meus personagens.

Apesar de eu me sentir sozinha eu nunca estive. Eu tinha alguém por mim. Alguém que me dava força, que se preocupava comigo e que me enxergava quando para todo o resto eu era invisível.

Essa pessoa abriu a janela e me fez sair quando eu queria virar um móvel da sala.

Essa pessoa fez isso por mim várias vezes.

Mas agora eu sinto ela cada vez mais longe e mais frágil.

E agora eu me sinto cada vez menor e menor, e menor, sinto que um dia desses eu vou descer pelo ralo.

E quem vai me enxergar? Quem vai me resgatar?

Agora eu realmente estou sozinha. Um pontinho de solitário escondido em uma multidão egocêntrica.

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