Quarta-Feira Criativa (27/01/2016)

* Como vocês puderam ver neste post, eu estou participando da Quinta e Quarta Autoral Criativa. Lá do blog da Juliana Lima  e do Lucas (Palhão).

Na semana passada eu tive um bloqueio criativo e não consegui escrever. :/

Então a minha contribuição será “entregue” hoje.  Pedi para o Palhão e ele falou que ainda dava tempo de participar (eeee, #todoscomemoram \õ/).

No próximo post escrevei o dessa semana.

Eu não gostei muito desse não 😦  Mas espero que vocês gostem. 🙂

Beijos e obrigada pelos comentários amáveis. ❤

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Imagem meramente ilustrativa haha

O desconhecido mascarado

               Jóice D´Aviz

Era uma noite de Carnaval comum como todas as outras. Laura sentia-se tão exausta que decide ir embora mais cedo. Causando descontentamento dos amigos.

Ela então vai sozinha e chega a um túnel e ao atravessá-lo esbarra com um mascarado desconhecido. A máscara só permitia que ela visse seus olhos, fitaram-se por um momento.  Ele tinha os olhos cor de mel, os olhos mais lindos que ela havia visto em toda a vida dela.  E curiosamente tinha uma corrente com pingente de ábaco. “Deve ser um intelectual”, pensou ela.

Chegou no apartamento tinha alugado com os amigos, tirou a fantasia, e adormeceu. Sonhou com o mascarado, pediu que ele tirasse a máscara e quando finalmente sua face seria revelada ela acordou com a gritaria dos amigos que acabavam de chegar. Levantou irritada e intrigada por ter sonhado com aquele desconhecido.

Já eram 7 horas da manhã. Os amigos começaram a tirar onda com ela. Que acabou ficando tão brava que decidiu sair um pouco e tomar um ar fresco.

Ela caminhou um pouco, entre o lixo que os foliões porcos usaram para “marcar seus territórios”. Até chegar a um barzinho , o único que achou aberto nas redondezas.

De repente , um homem senta ao seu lado:

— Oi de novo!

Ela olhou desconfiada, pois não o conhecia. Até que percebeu o pingente de ábaco e sorriu.

Os dois se apresentaram  e conversaram por um bom tempo. O feriado estava chegava ao fim e Laura só conseguia olhar para aqueles lindos olhos e calcular quanto tempo ainda teria para beijá-lo.

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5ª Autoral: Para toda vida

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Foto de Melina Souza

Este post é a minha contribuição para a “Quinta Autoral Criativa”, vi lá no blog Devaneadora de Ideias, da linda da Mayara. Adorei a ideia e resolvi participar também. E sugiro para quem gosta que participe também. 🙂 

Os idealizadores são a Juliana Lima e o Palhão. Aqui as regras, para quem também quiser participar. 

Para mim foi um desafio, porque é um microconto e eu tenho dificuldade em escrever pouco. Foi um tempão apagando, conferindo e tentando deixar da melhor forma possível. 

Espero que gostem. (y)

Para toda vida

  Jóice D’Aviz

Tic-tac, tic-tac, tic-tac.

Joana dormia, virava e revirava várias vezes. O pequeno relógio, pousado no criado mudo amarelo do lado de sua cama, insistia que estava na hora dela acordar, cada “Tic-Tac” parecia ter o som mais elevado. Até que depois de perceber que não teria mais jeito, ela decidiu levantar.

Foi ao banheiro cambaleando, como um bêbado voltando para casa de madrugada. Sentou – se no vaso sanitário e, ainda com o raciocínio lento, tentou lembrar de tudo que deveria fazer naquele dia. Levanta-se e preparando-se para um novo dia.

Vai até o ponto. E por pouco não perde o ônibus. Estranhamente não tinha muitas pessoas, como Joana foi a última a entrar só sobrou um assento: do lado de um rapaz. Ela se aproximou e perguntou se poderia sentar, ele assentiu que sim com a cabeça e abriu um sorriso tão lindo, que ela sentiu as pernas estremecerem.

Quando Joana se dá conta, ela e Rodrigo (sim esse era o nome dele) , estão conversando como velhos amigos, falando de Livros , de música. De Caetano e de Rimbaud. O tempo de repente resolveu desacelerar enquanto estavam juntos.

Mas nada dura para sempre. E chegou a hora de Joana ir embora. Quando estava quase descendo do ônibus ele gritou, chacoalhando as chaves da casa dela:

— Ei moça, você perdeu as chaves.

Quando ela foi buscar agradeceu e disse :

— Mas que cabeça a minha!

Ele completou sorrindo:

— Agora vai ter que ser para toda vida.