Outono

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Já faz quase um ano e ainda é estranho.

Tanta coisa mudou desde que você se foi. Um dia você foi a grande novidade e agora só restaram poucas lembranças.

Tem tanta coisa legal acontecendo mas parece que sempre me falta algo. Às vezes parece egoísta comemorar tanta coisa legal sem ter você aqui.

Eu queria tanto que as coisas fossem diferentes. Mas já faz um tempo que eu percebi que eu não tenho controle de absolutamente nada. Eu descobri que eu não era a super heroína que eu imaginava e que não dá para salvar o mundo sem grandes poderes. Então eu me limito a tentar me salvar de todo esse caos.

Esse é o primeiro outono sem você. E, não sei se você sabe, mas eu nunca gostei de frio. E esses dias frios estão me lembrando você. E, uma coisa inacreditável aconteceu : parece que eu estou começando a aprender a gostar da queda de temperatura.

Sabe, foi complicado me reconstruir depois do outono passado. Eu me senti nua e sem alma. Todas as minhas folhas secaram e eu vi uma a uma cair sem eu poder fazer nada para salvá-las. Uma ventania passou e levou as poucas que me sobraram. E eu fiquei aqui, paralisada esperando a primavera fazer tudo florir de novo.

E foi passando, estação após estação e parecia que a redenção nunca vinha…

Mas aos poucos parece que a vida vem me presenteando com pequenos motivos para voltar a sorrir. E eu não tô falando só daquele “sorrir” de mostrar os dentes. Tô falando de sorrir mesmo, genuinamente, sabe?

Engraçado é que eu vi o meu fim no último outono e agora enxergo um novo começo no outono deste ano. 

Eu precisei te perder para me reencontrar. E, quando eu me olhei no espelho eu já não era mais a mesma. E, foi esquisito olhar para aquela pessoa estranha do espelho e ter que me acostumar que agora ela também fazia parte de mim. Mas nós fizemos as pazes e a agora eu me orgulho de quem nós somos e de quem estamos nos tornando.

Espero que desse lado aí também esteja tudo bem. Muito obrigada por me ajudar a me encontrar no meio dessa confusão toda.

Nesse outono tá frio lá fora, mas aqui dentro tudo permanece quentinho.

 

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1/642 coisas sobre as quais escrever

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Ela é como um dia ensolarado. Como risada de bebê. Como flores no meio do nada. Ela é alta, tem cabelos de molinhas que se enroscam no meio das costas.

Tem um olho castanho, que brilham feito estrelas no céu.

Sua pele é branca no inverno e morena no verão. A sua voz é ritmada, calma parece até um acalanto.

Os cabelos pretos, envermelham com a luz do sol.

Tem um sorriso bonito e mais bonita ainda é a covinha que se forma quando ela ri. Os olhos riem juntos, o rosto todo se contrai para dar uma boa risada.

Ela é discreta. Na medida do possível. Gosta de festas, mas as troca facilmente por um pote de pipocas e um bom filme em uma cama confortável.

Tem medo de altura, mas adora se sentir no alto.

Gosta de dançar quando ninguém mais está vendo.

E cantar também, apesar de não ter dom nenhum para o canto e assustar os vizinhos durante as suas performances.

Ela não pode ver um bebezinho que já fica toda boba.

É apaixonada por animais. Gosta da natureza.

Ela é uma mistura de mocinha de comédia romântica com vilã de novela mexicana.

Ela é várias em uma só e ainda assim consegui ser única no mundo inteiro.


Esse post faz parte de um projeto de escrita criativa 642 coisas sobre as quais escrever. 

Mais informações: Clique aqui

Minha receita de sucesso

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Fiquei por dias pensando em qual seria a minha “receita de sucesso”.

Sucesso.

De acordo com o dicionário Aurélio, Sucesso significa:

s.m. Resultado feliz; êxito. / Acontecimento, fato, caso, ocorrência

Fiquei em dúvidas, porque nunca tinha parado para pensar, de fato ,sobre isso.

Depois de refletir e ler os textos que as minhas amigas blogueiras escreveram, cheguei a uma conclusão bem óbvia: sucesso é algo muito relativo.

Há aqueles que acham que ser bem sucedido é ter bastante grana, ter bens, participar de eventos chiques e estar no meio de pessoas importantes da sociedade.

Outros acham que ser bem sucedido é ser feliz com a vida, mesmo com poucos bens.

Eu acho que ser bem sucedido é um estado de espírito, é acreditar em si, saber fazer escolhas sabendo das consequências delas. É se perdoar por não acertar sempre. E valorizar tudo aquilo que já possui. É aquela história de enxergar o copo meio cheio e não meio vazio, sabe

Essa geração ostenta muito. E muitas pessoas sentem-se frustradas por não conseguirem alcançar o nível dos seus ídolos das redes sociais. (Eu também já me senti assim…)E acreditam que ser bem sucedido é viver aquele tipo de vida…

Apesar de ser tudo legal a vida do outro, aquilo que a gente enxerga é só a ponta do iceberg.

A gente não sabe o que acontece com aquela pessoa no dia a dia, quando ela está sozinha. Ou quando está em família. A grama do vizinho continua sendo mais verde, porque a gente passa tanto tempo tentando descobrir qual o segredo daquela grama ser daquele jeito que esquecemos de cuidar da nossa própria grama. E a grama acaba morrendo por falta de cuidados.

Ou seja, passamos tanto tento observando e desejando a vida do outro que esquecemos das nossas próprias vidas.

Por outro lado, as vezes a nossa grama está linda mas acabamos valorizando mais a do vizinho, porque temos tendência a sempre achar que as coisas dos outros são melhores do que as nossas.

Talvez o segredo número 1 do sucesso seja: Cuide dos seus sonhos e deixe de lado as conquistas dos outros. Fique feliz com o sucesso do próximo e lute para alcançar os seus próprios.

Para mim, ser bem sucedida é ter uma família, uma casa para voltar no final do dia. Ter amigos para conversar. Ter um emprego bacana que te faça ajudar as outras pessoas. É deitar no travesseiro todo dia e ser grato por ter tanto coisa legal acontecendo.

Ser bem sucedido é olhar para o que temos, mesmo que seja pouco no olhar dos outros e achar a nossa vida a mais incrível de todas. Porque a gente tá vivendo ela e se começarmos a colocar defeitos demais vai ficar difícil de aproveitá-la.

O sucesso tem que ser algo que você se sinta orgulho de ter conquistado. E, não precisa ser necessariamente dinheiro.

A minha receita do sucesso é valorizar tudo aquilo que eu tenho e lutar para conquistar aquilo que eu ainda acho que falta. E, por enquanto tem dado certo e eu me sinto muito orgulhosa da pessoa que eu me tornei e de tudo que conquistei até aqui.

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*Esse post fazia parte de uma blogagem coletiva do Projeto Vai um Café. Na época eu não consegui finalizar ele a tempo e ficou salvo como rascunho. Achei ele por aqui e achei um post legal para 2019.  Espero que tenham apreciado.

 

 

 

Tag: Felicidade é…

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Eu não lembro mais quem me marcou nessa tag :/

1. O que você gosta de fazer quando está sozinha?

De ler, ouvir música,escrever, olhar as redes sociais. E fazer coisas que não tenho muita coragem de fazer na frente das outras pessoas, tipo: dançar e cantar haahhaah

2. O que você gosta de fazer junto com outras pessoas (amigos, família ou namorado)?
De comer, de assistir um filme, ou sair para qualquer lugar.

3. Pequenas coisas que te faziam feliz na sua infância:
O bom de ser criança é que justamente as pequenas coisas nos fazem felizes. Eu era uma criança muito criativa e fantasiosa. Na minha casa tinha uma parreira de uvas bem bonita e eu amava brincar lá em baixo, era como se fosse uma cabana na floresta para mim. ♥

Gostava também de andar de bicicleta ( de olhos fechados para sentir o vento batendo no rosto. OBS.: Crianças não façam isso em casa, é um perigo (eu era uma criança maluquinha :p)

Amava observar a natureza e falar com as árvores :p

4. Uma coisa que te deixou feliz essa semana:
Que eu vou fazer uma viagem bem legal com a minha família. E, se planejar para isso tem sido bem especial.

5. Cite 3 coisas que te deixam muito feliz:

  • Feriados :p
  • Estar rodeada de pessoas que eu amo;
  • Estar em paz, comigo e com os outros.

6. Complete: Felicidade é…
Valorizar aquilo que já temos e se alegrar com o restante que vier.

7. Convide 3 pessoas para responder essa TAG:
Vou deixar livre para quem quiser responder. Fica aqui o meu convite. 🙂

O medo faz ver coisas!

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Dedel, 4 anos e 10 meses em: O medo faz ver as coisas.

Cheguei em casa à noite com a mamãe e o papai. Era começo de julho e estava frio, ventando bastante. Entrei em casa correndo para o meu quarto para pegar um brinquedo.

Eis que levo um susto: na porta do meu quarto tinha uma rã! Parecia seca, devia estar morta.

Enchi o peito de coragem e fiz o que qualquer garoto da minha idade faria em uma situação de perigo: chamei minha mãe!

— Mãaaaaaae! Tem uma rã morta na porta do meu quarto.

Mamãe veio com calma e ao olhar para a rã deu risada. Me pegou no colo e pediu que eu pegasse a rã na mão. Eu saí correndo!

Mamãe acendeu a luz e me mostrou que a rã na verdade era uma folha seca que, com a ventania, entrou em casa.

— Ah, mãe é só uma folha! É que tava escuro e eu senti medo. O medo faz a gente imaginar as coisas, eu olhei para a folha e vi uma rã, mas não era não, era só minha cabeça que tava imaginando.

— Isso mesmo, filho. Quem te ensinou isso?

— Ah, mãe, isso eu aprendi sozinho. — (Leonino sendo leonino :p)

Não sei ser sexy

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Sempre admirei as femme fatale dos filmes. Sempre quis ser uma delas. Uma mulher forte, linda,sedutora, independente e muito, muito má com os homens.

Uma maquiagem bem marcada. Uma bolsa pequena transbordando de mentiras. Um corpo escultural dentro de um vestidinho justo.

Mas conforme eu fui crescendo percebi o quanto as femme fatale se afastam totalmente da minha personalidade. De quem eu sou. E do que eu quero ser.

Eu não gosto de jogos do amor. Não gosto de mentir. E também não gosto de fingir ser alguém que não sou.

E, apesar da ideia de fazer joguinhos seja excitante, não combina em nada comigo.

Não gosto de ter que fingir que não me importo só para o cara me ligar no dia seguinte.

Nem acho que tenho que “pisar” em ninguém para ser valorizada.

Pode até parecer que sou boba. Mas simplesmente não consigo fingir ser aquilo que não sou. As pessoas dizem que minto mal e não é que elas tem razão?!

A verdade é que é um saco esses jogos de relacionamento, e eu gosto mesmo é de transparência. Eu gosto de saber todas as intenções das pessoas comigo e de transparecer aquilo que sinto. De dizer que o castanho do olho dele é lindo e eu podia ficar olhando para ele o dia inteiro; Que quando ele sorri parece que uma constelação iluminou o meu rosto. Que quando ele fala o meu coração parece que vai sair pela boca. E que quando ele abraça forte, eu sinto que ali é o lugar mais seguro do mundo.

Eu não sei quem foi o tolo que inventou que o amor precisa ser um tabuleiro e que as pessoas são as peças do jogo.

O amor não é um jogo. É um propósito.

É muito fácil ficar com joguinhos, ser desonesto com o outro, ficar “fazendo pose” o tempo inteiro e depois reclamar que o amor não existe e que você não nasceu para amar nem ser amado.

Jogar pode ser divertido no começo mas uma hora cansa. E uma coisa que podia ser muito legal acaba se tornando algo chato e repetitivo.

No dia que a gente para de teorizar o amor perfeito e passa a simplificá-lo, percebemos quanto tempo perdemos com joguinhos bobos que era só um atestado de egos.

Não, a gente não tem que fazer ninguém sofrer para que a pessoa nos valorize.

A pessoa vai valorizar mesmo o tempo que parece voar quando está com você. O pote de sorvete dividido, um filme ou série na Netflix e tantos outros clichês que fazem as pessoas invejarem um casal de apaixonados.

Se a pessoa não valorizar o bem que eu fiz para ela isso significa que ela não está preparada para o amor que eu tenho para oferecer. E se eu não consigo valorizar o amor que eu recebo é porque talvez eu ainda não esteja preparada emocionalmente para alguém tão especial.  Porque às vezes o amor está preparado pra gente mas a gente não está preparado pra ele e vice-versa.

Não precisa se machucar. Não precisa machucar. É só viver todas as experiências  que o amor tem a oferecer. E deixar o amor amadurecer… sem jogos e sem trapaças.

Xeque-mate!

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Você é um jogador nato!

E eu entrei nesse jogo sem saber que estava entrando.

Me envolvi. Me deixei levar pelas suas estratégias.  Até que em algum momento eu percebi que eu não merecia ser só mais uma peça do seu tabuleiro.

Diferente das outras vezes, eu tomei conta da situação. Não sou mais simplesmente um acessório do jogo, agora estou jogando ele.

Mas como eu não gosto de perder tempo com joguinhos bobos dou a jogada final: xeque-mate para você, meu bem!

Continue por aí escolhendo as peças desse seu jogo sujo que não levará ninguém a lugar nenhum, continue trapaceando, brinque com os sentimentos dos outros. Hoje você é o jogador amanhã será só mais uma peça do seu próprio jogo.