Nada vai ser igual

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aqui

Já escrevi mil nomes na minha agenda mas nenhum deles combina tanto quanto o seu combinava do lado do meu.

Encarei uns 30 garotos hoje mas nenhum deles tinha o brilho que os seus olhos tinham ao olhar no meus.

Já perdi a conta de quantos sorrisos vi hoje mas nenhum deles fez com que eu ficasse com a cara de boba que eu ficava ao te ver sorrir.

Ouvi o barulho de umas cinquenta motociletas hoje, mas nenhuma delas fez o coração bater tão forte como aquele que eu sentia quando ouvia que era você que estava chegando.

Estou aqui tentando em vão achar alternativas, a ter esperanças de que eu ainda posso viver mil aventuras de amor que superem aquelas que tive com você.

Mas a cada dia me convenço que havia tanta singularidade no nosso relacionamento que vai ser difícil achar algo que supere, que seja melhor do que foi contigo.

E escrevo você em todos os meus textos porque tenho a esperança de que, se tornando um personagem de uma história fictícia, seja mais fácil apagar você da minha vida.

Já fiz você mocinho e vilão, já fiz bonito e feio, mas nada faz com que sua imagem saia da minha cabeça…

Na verdade eu sei que eu vou amar de novo. E sei que será bom. Mas sei também que nada nunca vai ser igual aquilo que era o “eu e você”.

 

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Amores platônicos e impossíveis

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Eu não sei explicar muito bem…

Bom, essa é a primeira carta que escrevo e … vixe, esqueci de colocar a data e a cidade. Não que esses tipos de carta precisem de muitas formalidades, mas eu pensei…

poxa, eu pensei… Caramba! Acho que não é correto escrever tudo que a gente pensa, né? Talvez se eu desenhasse um coração…

Acho que é cedo demais para te dizer que seu sorriso me hipnotiza e que sua voz me estremece, é cedo para falar “eu te amo”? É cedo para imaginar eu, você, dois filhos  um cachorro?

Ok, você nem me conhece. Mas eu te conheço e esse é o problema. Você está na minha lista de amores platônicos e provavelmente impossíveis.

Acabei de te ver e já descobri o seu nome: JHONY, muito bad boy esse seu nome, mas um motivo para eu me apaixonar.  Já procurei você no Facebook, mas não tive coragem de adicionar. Vi umas desqualificadas curtindo sua foto… Fiquei com raiva, mas aí lembrei que você não era meu mesmo.Desencanei.

Ai, será que você gostaria de receber uma carta de amor? E…

O que?

Meu Deus porque ele está vindo para cá? Ah!!!! O que eu falo? Ai, Senhor!!!

— Oi, meu nome é Jhonny. Faz dias que estou te observando e tentando de todas as formas me aproximar de você. Mas pensei que você me acharia um louco, afinal a gente só se tromba todos os dias nos corredores da empresa e nossos setores são outros. Mas hoje cansei só de te olhar de longe, e os caras me encorajaram a vir te chamar para  sair para tomar café comigo hoje? Só nós dois? E aí topa?

Eu só abri um sorriso desconcertado e respondi:

— É… sim… claro.

Ok, acho que alguém acabou de estrear a lista: amores platônicos e completamente possíveis.

Pai, você não teve culpa

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Lembro que uma vez quando eu me lasquei muito na vida (eu já me lasquei pra caramba, mas dessa vez foi o pódio das decepções) meu pai se sentiu culpado.
Ele que era super falante; calou.
Ele sentiu que não tinha cuidado direito de mim e , que por isso, a única menininha dele no meio de quatro irmãos tinha se decepcionado e estava sofrendo.
Pai, vou te contar um segredo: você não teve culpa de nada.
Sabe pai, eu sei que os pais não querem ver seus filhos derrubarem lágrimas. Sei também que a sociedade tem mania de jogar nas costas dos pais o insucesso dos filhos, mas não pai, você não teve culpa.
Mesmo você até hoje me chamando de princesa, eu cresci pai. E, só o fato de crescer já doeu. Doeu os ossos, doeu o peito. Doeu saber que eu estava crescendo e que logo nem você nem a mãe poderiam mais me proteger.
Doeu quando zombaram de mim na escola por eu ser sua filha e, por algum motivo idiota, as pessoas acharem que a sua mania de contar histórias, a sua falta de dinheiro e o seu jeitão simplão era motivo de chacota.
Doeu quando eu tinha oito anos e quase te perdemos.
Doeu quando desfizeram de você na minha frente.
Mas pai, o tempo voou mesmo. E eu cresci. E, nesse percurso eu enfrentei muitas coisas; algumas delas, sem você.
Quando a gente cresce a gente faz escolhas, você sabe que nem todas elas são bem feitas e a gente tem que pagar as consequências disso.
Muitas vezes eu chorei escondido e queria ter o meu melhor super herói do meu lado. Mas você não tava, pai. Outras vezes, eu escondi a tristeza de você para não te fazer sofrer.
Só que dessa vez eu não consegui.
Mas não. Não é sua culpa.
Não havia muita coisa que você pudesse fazer por mim. Há não ser ficar ao meu lado, que foi o que você e a mãe fizeram. Muito obrigada por isso.
Você sempre foi um meninão e a gente sempre brigou muito por isso. Mas eu admiro a sua capacidade de, apesar dos cabelos brancos, não envelhecer nunca.
Esse ano, nós dois realizamos um sonho: você me levou ao altar no dia do meu casamento.
E foi um momento que guardarei para sempre em meu coração. Foi especial.
Pai, obrigada por ser o melhor pai que uma menina pode ter. Um pai presente e brincalhão. Você e a mãe são as minhas inspirações do tipo de pessoa que eu quero ser. Amo você. Para sempre.

 

P.s.: Esse post era para ter saído no dia dos pais, mas já que hoje é aniversário do meu pai achei legal postar hoje

 

A medida de amar

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PH: Kelly Sikkema

Nós dois na rede ouvindo o som dos Engenheiros e ter a certeza de que a medida de amar é mesmo amar sem medida. Porque o amor não tem proporções, a gente não ama aos pouquinhos, ama muito! Com intensidade, com entrega.

A noite vem chegando bem devagarinho, o silêncio é quebrado pelo barulho dos beijos apaixonados.

Um gato insiste em enroscar em minhas pernas, parece que ele sabe o quanto sou apaixonada por gatos. Dizem que gatos são muito sensitivos.

Você dá risada.

— Até o gato parece estar apaixonado por você.

— Eu acho que ele está apaixonado por nós dois. Juntos.

 

A moça da comédia romântica

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Cena do filme: “Lisbela e o prisioneiro”

Gosto das comédias românticas, gosto de histórias de amor mais escrachadas, sem muita perfeição. Gosto do amor e do humor dessas histórias e dos problemas apresentados.

Costumo dizer que a minha história de vida é uma verdadeira comédia romântica. E daquelas mais cômicas. Só que nessa história, a mocinha não arranca suspiros de todos os homens, tem um cabelo adorável que tem vida própria, tem um jeito engraçado de andar, é desastrada, meio louquinha de vez em quando.

Como em todas as histórias das mocinhas das comédias românticas, houve momentos de riso, de choro e de reflexão. Teve momento de querer pular da ponte, de querer desistir. De apertar o peito. E teve outros de chocolate quente, de banho de rio e de contemplar o pôr do sol.

Nessa história eu sou a protagonista. Uma moça de vinte e seis anos que a cada dia mais se liberta de velhas amarras, de pensamentos inúteis (e de pessoas também). Apesar de protagonizar há algum tempo essa comédia romântica e de gostar de falar de amor não me considero a “bam-bam-bam” dos relacionamentos, nem entendida em questões do coração. Me considero aprendiz. E a vida é uma ótima professora. Rude de vez enquanto, eu confesso, mas é da onde saem os melhores ensinamentos.

E,quando você percebe que consegue rir da própria desgraça, percebe o quanto sofreu à toa na vida. E, se alguém se incomoda com o meu riso escancarado, com os meus cachos desarrumados, com meu jeito estranho de andar, com os meus olhos grandes e com tantos defeitos que eu levaria anos para mencionar, o problema é inteiramente dela. Eu até poderia responder com meu silêncio, mas minha resposta é o meu sorriso sempre carimbado no rosto. E no desenrolar desse filme muitas coisas acontecem. Há aqueles que se incomodam e querem sair antes dos créditos finais. Mas há quem se apaixone e que fica só para saber como essa história termina.

E a comédia continua…

Se quiser ouvir uma música depois de ler o texto clica aqui

 

 

A fórmula do amor

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Imagem retirada do Google Imagens

Queria falar para o Leoni  que eu finalmente encontrei uma fórmula do amor e que ela deu certo.

Porém eu fico a pensar: “E amor lá precisa de fórmula, minha gente?”

Tá bom que seria mais fácil, mas costumamos gostar do que não é. E, se o amor realmente tiver uma fórmula, alguém a esconde até de si mesmo.

Nenhum livro de autoajuda, nem mesmo um romance consegue dizer qual a forma certa de conquistar, de amar ou de viver um relacionamento que dê certo.

Está cada vez mais difícil encontrar um amor que valha à pena. Ainda mais em tempos que o desapego é tão exaltado, que o “ficar junto” já não parece ser mais tão importante… Está difícil encontrar alguém que tenha comprometimento e que realmente entenda o que é um relacionamento sério e todas as regras que fazem parte dele.

O problema é que a maioria das pessoas acha que amar é tão complicado que desiste. No geral as pessoas estão impacientes para amar.Só que o amor é uma construção e é aos poucos que ela vai ficando pronta.

Talvez um ingrediente importante para o amor dar certo, seja a paciência, vide exemplo da Bíblia:O amor é paciente, o amor é bondoso.(…)  Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13: 4-7).

Outro “ingrediente” indispensável é a reciprocidade, porque do que adianta ser paciente se o outro não tem compatibilidade contigo?

Ah, e compatibilidade, parceria e alguém disposto a amar está se tornando cada vez mais raro. E a gente passa a acreditar que o amor é uma utopia. E que só serve para trazer o sofrimento.

Pensando bem, o que queremos de verdade mesmo não é uma fórmula de amar é a fórmula de não sofrer. Mas vou te contar um segredo (que nem é tão secreto assim): No amor, muitas vezes, a dor vem de brinde. 

Você deve estar pensando que sou pessimista. E seria clichê demais responder que na verdade estou tentando ser realista. Mas é verdade. O amor traz uma série de coisas: um pouco de expectativa, um pouco de paixão e voilà: alguma coisa parecida com uma fórmula do amor está pronta. Mas lá na garrafinha em letras miúdas tem a mensagem: “Efeito colateral: Dor e sofrimento, descontentamento, cansaço e, eventualmente a fórmula falha ou para de fazer efeito durante o processo”. Mas nunca nos atentamos as contraindicações, não é mesmo?

Claro que pode acontecer de você distrair-se e encontrar um amor bom o suficiente que te faça pensar que, talvez tenha encontrado a fórmula do amor, que dessa vez você fez do jeito certo. Pode acontecer de dar certo. Apesar de tudo o amor verdadeiro existe.

A realidade é que nenhum de nós é experiente o suficiente para classificar o amor, para dizer o que é certo ou não é, ou para inventar uma fórmula maluca e colocarmos o nome de “fórmula do amor”.

Ainda assim nos embriagamos sem nos preocuparmos com a ressaca do dia seguinte.

E se alguém por aí, souber onde encontrar a fórmula do amor , por gentileza avisa aí pra gente.

Para terminar: Ouça Fórmula do amor (que me inspirou a escrever este texto). ♥

 

 

 

Mãetamorfose

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Imagem de Evita Works

A mulher é como uma lagarta, que até tem uma vida legalzinha, mas que sabe que pode ser muito mais. Até que um dia ela engravida. E é aí que a mágica começa.  O nosso casulo é nossa barriguinha. E dentro dele a cada dia cresce um outro ser. Nem sempre é confortável ou agradável, é uma mistura de sentimentos bons e ruins. Mas a partir do momento que você entende que depois do casulo virá uma nova vida, as coisas tornam-se um pouquinho mais simples.

Quando vamos nos tornar mãe passamos por uma espécie de cursinho preparatório. Em nove meses nos preparamos para a chegada do nosso filho. Nove meses para entender que a sua vida mudará para sempre, muitos “mais”são acrescentados a nossa história: mais responsabilidades, mais preocupações e alguns menos também menos tempo livre, menos tempo no banho… Mas mesmo assim, o amor transborda!

E depois de toda essa metamorfose a mãe vira uma linda e experiente borboleta. De todas as metamorfoses que uma mulher passa na vida a mais grandiosa delas é quando se torna mãe.

“Mãe, uma palavra tão pequena com um significado tão grande.” ❤