A medida de amar

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PH: Kelly Sikkema

Nós dois na rede ouvindo o som dos Engenheiros e ter a certeza de que a medida de amar é mesmo amar sem medida. Porque o amor não tem proporções, a gente não ama aos pouquinhos, ama muito! Com intensidade, com entrega.

A noite vem chegando bem devagarinho, o silêncio é quebrado pelo barulho dos beijos apaixonados.

Um gato insiste em enroscar em minhas pernas, parece que ele sabe o quanto sou apaixonada por gatos. Dizem que gatos são muito sensitivos.

Você dá risada.

— Até o gato parece estar apaixonado por você.

— Eu acho que ele está apaixonado por nós dois. Juntos.

 

A moça da comédia romântica

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Cena do filme: “Lisbela e o prisioneiro”

Gosto das comédias românticas, gosto de histórias de amor mais escrachadas, sem muita perfeição. Gosto do amor e do humor dessas histórias e dos problemas apresentados.

Costumo dizer que a minha história de vida é uma verdadeira comédia romântica. E daquelas mais cômicas. Só que nessa história, a mocinha não arranca suspiros de todos os homens, tem um cabelo adorável que tem vida própria, tem um jeito engraçado de andar, é desastrada, meio louquinha de vez em quando.

Como em todas as histórias das mocinhas das comédias românticas, houve momentos de riso, de choro e de reflexão. Teve momento de querer pular da ponte, de querer desistir. De apertar o peito. E teve outros de chocolate quente, de banho de rio e de contemplar o pôr do sol.

Nessa história eu sou a protagonista. Uma moça de vinte e seis anos que a cada dia mais se liberta de velhas amarras, de pensamentos inúteis (e de pessoas também). Apesar de protagonizar há algum tempo essa comédia romântica e de gostar de falar de amor não me considero a “bam-bam-bam” dos relacionamentos, nem entendida em questões do coração. Me considero aprendiz. E a vida é uma ótima professora. Rude de vez enquanto, eu confesso, mas é da onde saem os melhores ensinamentos.

E,quando você percebe que consegue rir da própria desgraça, percebe o quanto sofreu à toa na vida. E, se alguém se incomoda com o meu riso escancarado, com os meus cachos desarrumados, com meu jeito estranho de andar, com os meus olhos grandes e com tantos defeitos que eu levaria anos para mencionar, o problema é inteiramente dela. Eu até poderia responder com meu silêncio, mas minha resposta é o meu sorriso sempre carimbado no rosto. E no desenrolar desse filme muitas coisas acontecem. Há aqueles que se incomodam e querem sair antes dos créditos finais. Mas há quem se apaixone e que fica só para saber como essa história termina.

E a comédia continua…

Se quiser ouvir uma música depois de ler o texto clica aqui

 

 

A fórmula do amor

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Imagem retirada do Google Imagens

Queria falar para o Leoni  que eu finalmente encontrei uma fórmula do amor e que ela deu certo.

Porém eu fico a pensar: “E amor lá precisa de fórmula, minha gente?”

Tá bom que seria mais fácil, mas costumamos gostar do que não é. E, se o amor realmente tiver uma fórmula, alguém a esconde até de si mesmo.

Nenhum livro de autoajuda, nem mesmo um romance consegue dizer qual a forma certa de conquistar, de amar ou de viver um relacionamento que dê certo.

Está cada vez mais difícil encontrar um amor que valha à pena. Ainda mais em tempos que o desapego é tão exaltado, que o “ficar junto” já não parece ser mais tão importante… Está difícil encontrar alguém que tenha comprometimento e que realmente entenda o que é um relacionamento sério e todas as regras que fazem parte dele.

O problema é que a maioria das pessoas acha que amar é tão complicado que desiste. No geral as pessoas estão impacientes para amar.Só que o amor é uma construção e é aos poucos que ela vai ficando pronta.

Talvez um ingrediente importante para o amor dar certo, seja a paciência, vide exemplo da Bíblia:O amor é paciente, o amor é bondoso.(…)  Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13: 4-7).

Outro “ingrediente” indispensável é a reciprocidade, porque do que adianta ser paciente se o outro não tem compatibilidade contigo?

Ah, e compatibilidade, parceria e alguém disposto a amar está se tornando cada vez mais raro. E a gente passa a acreditar que o amor é uma utopia. E que só serve para trazer o sofrimento.

Pensando bem, o que queremos de verdade mesmo não é uma fórmula de amar é a fórmula de não sofrer. Mas vou te contar um segredo (que nem é tão secreto assim): No amor, muitas vezes, a dor vem de brinde. 

Você deve estar pensando que sou pessimista. E seria clichê demais responder que na verdade estou tentando ser realista. Mas é verdade. O amor traz uma série de coisas: um pouco de expectativa, um pouco de paixão e voilà: alguma coisa parecida com uma fórmula do amor está pronta. Mas lá na garrafinha em letras miúdas tem a mensagem: “Efeito colateral: Dor e sofrimento, descontentamento, cansaço e, eventualmente a fórmula falha ou para de fazer efeito durante o processo”. Mas nunca nos atentamos as contraindicações, não é mesmo?

Claro que pode acontecer de você distrair-se e encontrar um amor bom o suficiente que te faça pensar que, talvez tenha encontrado a fórmula do amor, que dessa vez você fez do jeito certo. Pode acontecer de dar certo. Apesar de tudo o amor verdadeiro existe.

A realidade é que nenhum de nós é experiente o suficiente para classificar o amor, para dizer o que é certo ou não é, ou para inventar uma fórmula maluca e colocarmos o nome de “fórmula do amor”.

Ainda assim nos embriagamos sem nos preocuparmos com a ressaca do dia seguinte.

E se alguém por aí, souber onde encontrar a fórmula do amor , por gentileza avisa aí pra gente.

Para terminar: Ouça Fórmula do amor (que me inspirou a escrever este texto). ♥

 

 

 

Mãetamorfose

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Imagem de Evita Works

A mulher é como uma lagarta, que até tem uma vida legalzinha, mas que sabe que pode ser muito mais. Até que um dia ela engravida. E é aí que a mágica começa.  O nosso casulo é nossa barriguinha. E dentro dele a cada dia cresce um outro ser. Nem sempre é confortável ou agradável, é uma mistura de sentimentos bons e ruins. Mas a partir do momento que você entende que depois do casulo virá uma nova vida, as coisas tornam-se um pouquinho mais simples.

Quando vamos nos tornar mãe passamos por uma espécie de cursinho preparatório. Em nove meses nos preparamos para a chegada do nosso filho. Nove meses para entender que a sua vida mudará para sempre, muitos “mais”são acrescentados a nossa história: mais responsabilidades, mais preocupações e alguns menos também menos tempo livre, menos tempo no banho… Mas mesmo assim, o amor transborda!

E depois de toda essa metamorfose a mãe vira uma linda e experiente borboleta. De todas as metamorfoses que uma mulher passa na vida a mais grandiosa delas é quando se torna mãe.

“Mãe, uma palavra tão pequena com um significado tão grande.” ❤

Amor virtual

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Imagem: Google Imagens

Ouvi muita gente falar sobre amores de redes sociais. Mas até então nunca tinha vivido um. Como eu poderia imaginar que acharia o amor da minha vida por uma rede social?

Parece ridículo, mas quando é que o amor não é ridículo?

Nunca fui de entrar em redes de relacionamentos on-line com a intenção de encontrar um namorado. Achava muito boba essa história de bate-papo virtual.

E um dia, estava eu em uma rede social quando vi uma frase linda e ao ler o nome do autor, senti um sentimento tão lindo, tão… tão , não consiga encontrar palavra que descreva o que senti. “Jorge de Moraes” seria uma mistura de Jorge Amado com Vinicius de Moraes?

Entrei no Google e pesquisei: Jorge de Moraes, eis que aparece seu Facebook, clico curiosa e vejo sua foto de perfil, bem subjetiva, não dava para reconhecer o seu rosto. E esse mistério todo me deixou empolgada, era louca para vê-lo.

Cliquei em Adicionar Amigo e fiquei aguardando ansiosamente pela sua resposta. Passei semanas stalkeando o seu perfil. Você tinha muitos amigos, mas as poucas publicações que eu podia ver, tinham poucas curtidas. Ficava horas frente a sua página, apertando F5. Cheguei a sonhar com você, imaginando como seria o seu rosto, sua voz…

Já estava me sentindo frustrada, porque você não me aceitava, decidi cancelar a solicitação. E quando entro no Facebook, para a minha surpresa, eu tinha uma notificação: “Jorge de Moraes aceitou sua solicitação”. Eu não podia acreditar, comecei a pular — literalmente — de felicidade.

Começamos a conversar, eu puxei o assunto. Muitas coisas em comum: músicas, filmes, séries, livros. E novelas mexicanas. Sim, achei um homem que curtia novelas mexicanas.

Já contei que ele é escritor? Pois é, e eu confesso tenho uma queda por escritores.

Foram meses, dias, horas de conversas nas madrugadas solitárias do meu quarto escuro.

Ficamos tão próximos. Na loucura sugeri que nos encontrássemos. Você topou na hora. A gente combinou de se disfarçar dos personagens do nosso livro favorito, assim um poderia reconhecer o outro.

Hoje estou aqui no ponto de ônibus com o coração na mão, aguardando pelo nosso primeiro encontro.

Talvez eu vire um personagem de um livro seu, tentarei me comportar para não morrer logo no primeiro capítulo.

Que nem feijão com arroz

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encontrei essa imagem aqui

Casal Feijão-com-arroz é assim que os amigos os chamam.

Por que? Porque, assim como na música do Legião Urbana,  eles se completam como feijão e arroz.

Porque a única pessoa que consegue cantar Faroeste Caboclo inteiro enquanto ele toca violão é ela.

Porque ele é o primeiro que ri das piadas toscas dela.

Que mente dizendo que a comida dela está deliciosa, mesmo estando sem sal.

Os dois não são só namorados, são amigos. Um olha para o outro com carinho e cumplicidade.

Eles são tão diferentes e tão parecidos ao mesmo tempo.

É coisa de destino mesmo. Os caminhos deles tinham que se cruzar mais cedo ou mais tarde.

Eles fazem a gente acreditar naqueles amores dos livros, sabe?

Eles fazem a gente acreditar que o amor existe de verdade e nos faz querer viver um amor assim também.

E eles vivem alheios as opiniões dos outros, vivem sorrindo, cantando e se encantando um com o outro.

Tenho certeza que com os dedos entrelaçados eles ainda irão conquistar o mundo.

————————————————————————– P.S.: Esse é o post de número 100 do blog 😮 \õ/

P.S²: Promessa para final de ano e começo do ano que vem: realmente participar dos grupos de escrita criativa em que participo. É bom que exercita a criatividade e dá uma força para os dias sem inspiração. Então além dos posts normais e daqueles dedicados ao meu grupo do amô (Vai um Café?), eu ainda publicarei participações para outros grupos maravilhosos, começando hoje pelo NSE.

Esse post é a minha participação desse mês no projeto:
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Não Somos Escritores – Um projeto com temas para escritores desenvolverem sua criatividade na escrita. 
Se quiser participar também clique aqui.

 

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Depois do capítulo final

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Foi lindo mas eu sabia que não haveria um dia seguinte.

Sabe quando você dá um beijo e ele tem cara de final da novela das 8.

Só que nesse final os mocinhos não ficam juntos. É um beijo de despedida, um último beijo.

Mas a mocinha se recusa a deixar tudo se acabar. Ela guarda. Guarda o último gole de vinho, guarda um restinho de perfume no frasco. Mas é em vão.

O mocinho quer liberdade, quer mais cores, quer mais sabores. Mais bocas para beijar, mais corpos para tocar. Não quer se demorar em um amor maduro.

E os dois brigam. Um de cada lado do cabo de força. Ninguém vence.

E aquele beijo tão especial se mistura a tantos outros que acontecem no capítulo final da novela.

Foi só mais um beijo. Um beijo de nunca mais.

E o mocinho vira as costas para a moça e pega a mão da vilã da história.

E ela fica ali parada vendo os dois desaparecerem no horizonte. Um horizonte que ela achava que era dela.

Dona mocinha, olhe para o lado! Sua vida é real e ela continua mesmo depois do “The end” no capítulo final.

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