A moça da comédia romântica

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Cena do filme: “Lisbela e o prisioneiro”

Gosto das comédias românticas, gosto de histórias de amor mais escrachadas, sem muita perfeição. Gosto do amor e do humor dessas histórias e dos problemas apresentados.

Costumo dizer que a minha história de vida é uma verdadeira comédia romântica. E daquelas mais cômicas. Só que nessa história, a mocinha não arranca suspiros de todos os homens, tem um cabelo adorável que tem vida própria, tem um jeito engraçado de andar, é desastrada, meio louquinha de vez em quando.

Como em todas as histórias das mocinhas das comédias românticas, houve momentos de riso, de choro e de reflexão. Teve momento de querer pular da ponte, de querer desistir. De apertar o peito. E teve outros de chocolate quente, de banho de rio e de contemplar o pôr do sol.

Nessa história eu sou a protagonista. Uma moça de vinte e seis anos que a cada dia mais se liberta de velhas amarras, de pensamentos inúteis (e de pessoas também). Apesar de protagonizar há algum tempo essa comédia romântica e de gostar de falar de amor não me considero a “bam-bam-bam” dos relacionamentos, nem entendida em questões do coração. Me considero aprendiz. E a vida é uma ótima professora. Rude de vez enquanto, eu confesso, mas é da onde saem os melhores ensinamentos.

E,quando você percebe que consegue rir da própria desgraça, percebe o quanto sofreu à toa na vida. E, se alguém se incomoda com o meu riso escancarado, com os meus cachos desarrumados, com meu jeito estranho de andar, com os meus olhos grandes e com tantos defeitos que eu levaria anos para mencionar, o problema é inteiramente dela. Eu até poderia responder com meu silêncio, mas minha resposta é o meu sorriso sempre carimbado no rosto. E no desenrolar desse filme muitas coisas acontecem. Há aqueles que se incomodam e querem sair antes dos créditos finais. Mas há quem se apaixone e que fica só para saber como essa história termina.

E a comédia continua…

Se quiser ouvir uma música depois de ler o texto clica aqui

 

 

Meio assim, sei lá

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Retirada do Google Imagens

Todo herói tem um vilão terrível que faz de tudo para destruí-lo. As vezes eu acho que meu vilão é meu cérebro, meu vilão sou eu mesma. E como é que se luta contra si ?

Sabe aqueles dias em que nada de ruim aconteceu, mas você se sente um lixo? Dá vontade de chorar, de sair correndo contra o vento, sem destino. De não ver gente. Vontade de ficar só e esperar passar esse momento. Nesse dia todos aqueles dias que você enterrou em algum compartimento secreto do coração vem à tona. Justo aqueles doloridos que você se esforça diariamente para esquecer. O coração fica com aquelas feridas abertas e em um dia aleatório, volta a doer.  É como se tivesse um dispositivo chamado: feliz demais! E que fica apitando, porque é muito perigoso ter felicidade em excesso. Então o corpo reage mandando um pouco de tristeza, baixa autoestima, e voilà! Tudo voltou ao seu perfeito equilíbrio. Nem feliz, nem triste. Meio assim sei lá.

Antes eu odiava quando esses dias surgiam, hoje eu já encaro de forma diferente. Esses momentos servem para reflexão, muitas vezes fugimos das coisas ruins e ficamos anestesiados, não sentimos de forma realista tudo que está ao nosso redor. Vivemos como se nossa vida não tivesse problema nenhum quando na verdade as sensações ruins estão ali bem na nossa cara. E tentar fugir delas é tão inútil quanto cobrir a cabeça com um cobertor para fugir de um perigo que a gente nem sabe se realmente existe.

Que sentimento de m! é esse afinal? Meio termo. Morno. É o purgatório emocional.

Dia perfeito para assistir filmes no estilo “Se eu ficar” , porque você pode ter a desculpa de que está chorando por causa do filme e não sem motivo nenhum.

Mas nenhum sentimento é em vão. A tristeza tem que vir de vez em quando para refletirmos melhor. Porque a empolgação, às vezes, cega de mais.

Aí depois de uma semana se sentindo a pior pessoa do mundo, sem motivo nenhum, você simplesmente encaixota todos os sentimentos ruins e tudo volta ao normal.

A vida continua, a caixa está vazia de novo e, inconscientemente, você começa a guardar pequenos sentimentos do dia a dia até chegar o tempo de esvaziar tudo de novo.

 

 

 

 

 

Post de aniversário 3 em 1

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No sábado, dia 20, eu fiz aniversário. Completei 26 anos. Vinte e seis, meu Deus!

Os posts eram para ter saído no sábado, mas não deu tempo, então dois dias depois aqui estou eu ! \õ/

Ano passado fiz três posts de aniversário: um com um texto, outro com 25 episódios que aconteceram em meus 25 anos e outro com uma playlist. Esse ano vai ter um post só com tudo junto: fatos, texto e playlist. 🙂

26 fatos em 26 anos

  1. Tenho uma irmã 12 anos mais velha que eu e um irmão 1 ano e nove meses mais novo (minha mãe descobriu que estava grávida dele no dia do meu aniversário de 1 ano :p)
  2. Sempre tive dificuldade com as disciplinas de exatas, exceto física;
  3. Eu não tenho uma cor preferida;
  4. As pessoas costumam falar que eu sou muuuito alta, quando na verdade eu só tenho 1,71m de altura;
  5. Eu não tenho medo de envelhecer;
  6. Apesar disso, tenho medo de morrer (ok, sei que não dá para evitar e blábláblá, mas tenho medo, fazer o que…)
  7. Não sei contar piadas (não consigo memorizá-las)
  8. Adoro aprender coisas novas!
  9.  Adoro ensinar 😀
  10. Adoro ajudar as pessoas
  11. Sou péssima com trabalhos manuais (mas adoraria saber fazer uns artesanatos #humanasever :P)
  12. Sou enjoada para comer, não gosto de comidas muito diferentes (passaria fome no Japão)
  13. Não tomo Coca-cola
  14. Sou péssima em esportes;
  15. Sou destrambelhada;
  16. Amo cantar, sou uma péssima cantora;
  17. Amo lugares com água: rios, piscinas, etc…;
  18. Nunca alisei meu cabelo com progressivas, apesar de já ter alisado com a chapinha sempre gostei dos tonhonhoíns;
  19. Os meus sonhos costumam ser tão realistas que, às vezes, quando eu acordo fico confusa se aquilo foi real ou não :s
  20. Por falar em sonhos, já tive sonhos que se tornaram mesmo reais (sonhei antes de acontecer, bizarro eu sei);
  21. Amo miniaturas;
  22. Amo objetos antigos;
  23. Não me importo de usar roupas fora de moda;
  24. Amo maquiagem, mas no dia a dia gosto de estar sem maquiagem nenhuma :s
  25. Sou muito sensível;
  26. Sou persistente quando quero alguma coisa.

Sobre os 26 anos…

Eu queria escrever algo bonito, novo e diferente…

Mas acho que o post do ano passado continua definindo bem a pessoa que me tornei com todos esses anos.

Só acrescentaria que, esse ano, mais uma vez minha fé foi/está sendo posta em prova. Mas que dessa vez, estou conseguindo passar por isso um pouquinho mais tranquila.

Esse ano estou aprendendo a fortalecer a minha espiritualidade, a procurar manter meu equilíbrio emocional ( que ficou meio abalado esses tempos, o que prejudicou até a minha saúde).

Continuo me sentindo grata por ter chegado até aqui.

Como eu já cansei de dizer, sou sonhadora, mas estou aprendendo a manter meus pés mais no chão.

E, é isso. Que Deus abençoe essa minha nova idade. ♥

Playlist de aniversário {26 anos}

 

Hoje eu acordei linda

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Créditos

Hoje eu acordei decidida a viver o dia da melhor forma possível. Vesti aquela roupa que há anos sinto vergonha de usar porque meu corpo não tá lá essas coisas. Decidi cortar uma franja e passar o meu batom vermelho as dez horas da manhã.

Neste dia vou ignorar qualquer opinião a meu respeito. Opiniões só nos atingem se deixarmos. Tô evitando essa gente chata, que gosta de me colocar pra baixo. Tô bem, tô feliz mesmo e tô nem ligando pra todos esses padrões.

Acordei com disposição de fazer tudo que tenho vontade: de comer brigadeiro, de sair que nem uma louca com minha câmera nas mãos registrando os detalhes que percebo.

Hoje vou dançar, girar até erguer o meu vestido. Vou cantar como se estivesse no chuveiro, vou sorrir para um estranho na rua e dar bom dia até para as árvores que estiverem no caminho.

A decisão de ser feliz pertence somente a mim, e estou pronta para ser feliz do meu jeitinho.

Como é bom sentir-se assim: Livre!

Aquela liberdade de saber que posso ser quem eu quiser. No jeito que eu quiser. Os outros podem rir, para mim eles estarão rindo para mim e não de mim. Porque as coisas começam a ficar diferentes quando as vemos de perspectivas diferentes.

Hoje não preciso que ninguém me diga que estou linda, porque é assim que me sinto. É um reflexo, de dentro para fora e essa a beleza mais bonita que existe.

Hoje eu acordei linda e ninguém vai me provar o contrário.

Não serei eu mesma para sempre

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“Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei eu mesma para sempre.” (Autor desconhecido)

Quando eu era mais nova falava de boca cheia que eu nunca iria mudar quem eu sou. Como fui tola. Eu era jovem demais para entender o quanto as mudanças são importantes na nossa vida e como, mesmo que sem querer, os acontecimentos podem mudar sim quem somos.

M-U-D-A-N-Ç-A-S. Está aí uma palavra que me assusta. Eu não uma pessoa muito ligada em horóscopo, mas vez ou outra, acabo lendo algo sobre. Sou de Touro e já li que é um signo que não gosta de mudanças bruscas, tenho que confessar que sou assim.  O irônico é que eu morro de medo de mudanças, mas me adapto facilmente a elas.

As vezes as mudanças são positivas, as vezes é disso que precisamos, e é isso que a gente quer.  Quando a mudança é algo planejado tudo se torna mais fácil, mais leve, a solução é simples. Mas e quando você ignora que precise de uma mudança? Você não quer! Não quer desapegar, não quer ir embora, não quer que as coisas mudem. Porque é muito mais fácil — e cômodo — que as coisas continuem como estão.Qualquer mudança, por menor que ela seja, para uma pessoa insegura é uma experiência assustadora.

Mas por mais difícil e dolorido que possa ser,  mudar, as vezes, é mais que necessário é libertador!

Nos últimos anos ocorreram muitas mudanças em minha vida. Muitas delas eu desejei, eu sonhei eu quis, outras aconteceram sem que eu esperasse. E eu achava que ia ser só mais uma mudança e que eu iria passar tranquilamente por ela. E o que eu pude perceber, foi que, no fundo, eu não estava tão preparada para ela quanto eu pensava. Eu sempre me achei muito madura, muito pé no chão. (In) Felizmente descobri que não.

Eu sempre fui sonhadora demais para ser “pé no chão”. O sonhador quer o voo, mas não leva em consideração as quedas e todas as consequências que elas acarretam. A gente tá tão no alto que a última coisa que pensa é que a caída pode ser dolorosa. Achamos que passaremos a vida inteira em pleno voo. A gente acha que é pluma e descobre que virou pedra.

Descobri que  uma garota pode ser imatura mesmo se achando a “garota mais madura do quarteirão.” Que a gente acerta, acerta, acerta, mas que por mais que tentemos fazer coisas certas e que não fujam muito da fatídica zona de conforto, é inevitável que coisas ruins aconteçam em mudanças aparentemente boas. Você descobre que coisas ruins, as vezes, acontecem a pessoas boas. E todas essas descobertas por mais desconfortáveis que sejam, são necessárias. Moldam quem nós somos, continuamos com a essência mas adicionamos um pouco mais de experiência na bagagem.

E com o tempo você se dá conta que essas grandes e dolorosas mudanças fazem parte do nosso crescimento.

E você sonhando em crescer logo , achando que iria ser fácil, não é?

Não, não é. Mas um dia amadurecemos e damos graças a Deus por ter nos dado a oportunidade de mudar tantas vezes. E torcemos que a gente mude muitas vezes mais.

E então é isso: Que venham as mudanças, que eu cresça, que eu aprenda e, principalmente, que eu sobreviva (eu sei que eu vou sobreviver).

Yes, I’m a dreamer

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A infância inteira ouvindo : “Hey, acorda!”; “Presta atenção!”; “Essa menina vive no mundo da lua…”

Os adultos nunca me compreenderam. Eu nunca estive “no mundo da lua”, eu sempre estive no meu mundo, naquele mundo que sonhei pra mim. Esse mundo era muito distante, em um lugar chamado futuro. E como ele parecia incrível!

Sempre fui sonhadora, passava horas do meu dia imaginando tudo aquilo que gostaria de conquistar. Tinha um caderno com calendários que iam até 2013 (detalhe: era 2003), com todos os meus planos, minhas economias, mensagens inspiradoras e colagens de coisas que eu gostaria de ter e fazer.

O tempo foi passando e as coisas não foram exatamente como o planejado. E eu que sempre fui controladora me senti um fracasso. Eram sonhos grandes demais para mim.

Aos poucos , aqueles velhos cadernos pararam de fazer sentido…

Chegou 2013 e as coisas tinham fugido totalmente do controle. Eu era uma adulta agora, mas adulta mesmo, de verdade. Eu tinha um emprego fixo, uma casa, um carro e um filho para sustentar. Por outro lado, tinha um monte de coisa pela metade: uma faculdade inconclusa, problemas no relacionamento…  E, quando a gente cresce e percebe o tanto de dificuldades que vão surgindo, os sonhos vão se distanciando cada vez mais.  O irônico que eu sempre pensei no futuro, e sempre quis conquistar muitas coisas da “vida adulta”, mas eu nunca tive vontade de crescer. Não à toa um dos meus desenhos favoritos sempre foi Peter Pan.

De repente, me dei conta que não conseguia mais decifrar os desenhos das nuvens, percebi que não conseguia mais lembrar dos meus sonhos. Eu fui me anulando, me depreciando. Eu mal me olhava no espelho e quando me deparava com minha imagem, ela estava distorcida. Aquela não era eu. E não era quem eu queria ser.

As pessoas destruíram os meus sonhos, acabaram com a minha ingenuidade, me fizeram perder a minha melhor qualidade: a de sempre ter fé e esperança.

Eu levei anos para criar um abrigo, para sentir-me segura. E eles vieram sem piedade alguma e destruíram tudo. E eu fiquei ao relento. Enfraqueci. Minha alma doía. Enquanto eles riam da minha cara.

E eu também tive minha parcela de culpa. Porque eu não estava atenta o suficiente. Eu permiti que eles se aproximassem pouco a pouco, que estudassem meu jeito, deixei brecha para descobrirem minhas fraquezas, enquanto eu tentava demonstrar quão forte eu era.

Mas um dia, depois de derramar incontáveis lágrimas. Eu decidi que era hora de reagir. Eu não podia deixar que eles me corrompessem. Eu não queria ser como os demais adultos. Eu queria ser uma adulta, que tivesse os olhos brilhantes como o de uma criança quando faz uma descoberta incrível em seu quintal.

Eu tinha que reagir e foi isso que eu fiz. Em vez de evitar e fugir dos meus problemas, eu os enfrentei. Encarei as pessoas que tinham me feito mal, frequentei lugares que me lembravam coisas ruins. Sofri com veemência, chorei, me destruí. E depois de cair a última lágrima de tudo que estava me incomodando, senti que havia crescido. E como dói crescer. Mas algo tinha mudado: agora eu me sentia pronta.

Então, a mudança começou a acontecer lá dentro e aos poucos passou a refletir também do lado de fora, foi um longo processo, porém vitorioso. Aos poucos pude ver a luz que havia dentro de mim reacender. Eu tinha muitos sonhos de antes, mas já não era mais a mesma. Descobri que eu posso crescer e continuar cultivando alguns sonhos e sentimentos de quando eu era pequena. É até bom, para deixar a vida mais leve.

E eu sei que lá nos meus sonhos fica a minha Terra do Nunca e lá eu posso ser criança quando eu quiser. É só você reparar nos meus olhos brilhantes, que verá que dentro dessa armadura de “gente grande” existe uma criança, que as vezes se permite rir para a lua e brinca tentando adivinhar os desenhos nas nuvens.

25 episódios em 25 anos ♥

25 coisas fatos desses 25 anos:

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  1. Nasci na hora do almoço (acho que é por isso que minha fome não acaba nunca) haha;
  2. Quase morri quando era bebê;
  3. Eu amo o verão e ficava muito triste, porque no meu aniversário sempre fazia frio (as coisas começaram a mudar depois dos 11 anos);
  4. Eu comecei a tomar refrigerante com 10 anos de idade (antes disso eu detestava);
  5. Sempre fui péssima em matemática;
  6. Quando eu era criança, todos elogiavam meus textos e eu tinha poucos erros gramaticais (tenho mais hoje rs);
  7. Eu era uma criança muito tímida;
  8. Adoro fazer e comer doces ;
  9.  Já fui “roqueira”(na verdade, eu era mais emo que roqueira, mas nunca admiti isso, até hoje haha);
  10. O meu primeiro “amor” foi o cantor Roberto Carlos (eu era loucamente apaixonada por ele hahahahahahaha);
  11. O meu primeiro beijo foi aos 8 anos (roubado) com um menino de nove (na verdade foi um selinho e eu fiquei amedrontada, não gosto daquele menino até hoje) hahaha;
  12. “Sobrevivi” dois fins de mundo (2000 e 2012):p ;
  13. Vivi 8 anos no século passado :D;
  14. Amava aquelas séries japonesas com robôs gigantes (tipo Jaspion);
  15.  Sou formada em Letras ;
  16. Moro em uma cidade com 4.000 habitantes;
  17. Gosto mais de paçoca que chocolate;
  18. Amo Literatura Brasileira e Infanto-juvenil ;
  19. Sonho em conhecer o Canadá (não me pergunte porquê, afinal eu odeio frio);
  20. Casei com meu primeiro namorado;
  21. Sei tocar violão;
  22. Tenho um filho de três anos;
  23. Escolhi o nome do meu filho, quando eu tinha apenas 9 anos;
  24. A primeira vez que viajei sem meus pais, foi para um show em uma outra cidade. Eu tinha 17 anos e o conselho tutelar me barrou na fila. (mas no final deu tudo certo hahah) ;
  25. Sempre fui muito otimista e sonhadora.