Pai, você não teve culpa

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Lembro que uma vez quando eu me lasquei muito na vida (eu já me lasquei pra caramba, mas dessa vez foi o pódio das decepções) meu pai se sentiu culpado.
Ele que era super falante; calou.
Ele sentiu que não tinha cuidado direito de mim e , que por isso, a única menininha dele no meio de quatro irmãos tinha se decepcionado e estava sofrendo.
Pai, vou te contar um segredo: você não teve culpa de nada.
Sabe pai, eu sei que os pais não querem ver seus filhos derrubarem lágrimas. Sei também que a sociedade tem mania de jogar nas costas dos pais o insucesso dos filhos, mas não pai, você não teve culpa.
Mesmo você até hoje me chamando de princesa, eu cresci pai. E, só o fato de crescer já doeu. Doeu os ossos, doeu o peito. Doeu saber que eu estava crescendo e que logo nem você nem a mãe poderiam mais me proteger.
Doeu quando zombaram de mim na escola por eu ser sua filha e, por algum motivo idiota, as pessoas acharem que a sua mania de contar histórias, a sua falta de dinheiro e o seu jeitão simplão era motivo de chacota.
Doeu quando eu tinha oito anos e quase te perdemos.
Doeu quando desfizeram de você na minha frente.
Mas pai, o tempo voou mesmo. E eu cresci. E, nesse percurso eu enfrentei muitas coisas; algumas delas, sem você.
Quando a gente cresce a gente faz escolhas, você sabe que nem todas elas são bem feitas e a gente tem que pagar as consequências disso.
Muitas vezes eu chorei escondido e queria ter o meu melhor super herói do meu lado. Mas você não tava, pai. Outras vezes, eu escondi a tristeza de você para não te fazer sofrer.
Só que dessa vez eu não consegui.
Mas não. Não é sua culpa.
Não havia muita coisa que você pudesse fazer por mim. Há não ser ficar ao meu lado, que foi o que você e a mãe fizeram. Muito obrigada por isso.
Você sempre foi um meninão e a gente sempre brigou muito por isso. Mas eu admiro a sua capacidade de, apesar dos cabelos brancos, não envelhecer nunca.
Esse ano, nós dois realizamos um sonho: você me levou ao altar no dia do meu casamento.
E foi um momento que guardarei para sempre em meu coração. Foi especial.
Pai, obrigada por ser o melhor pai que uma menina pode ter. Um pai presente e brincalhão. Você e a mãe são as minhas inspirações do tipo de pessoa que eu quero ser. Amo você. Para sempre.

 

P.s.: Esse post era para ter saído no dia dos pais, mas já que hoje é aniversário do meu pai achei legal postar hoje

 

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A alegria de não ser nada

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aqui

É curioso estar em um dia ruim e sentir-se melhor ao ler textos que você mesmo escreveu.

Já me disseram que eu não era nada, já me chamaram de inútil, de fracassada…

Por um tempo, essas palavras me machucaram. Até o dia que compreendi que eu não era o que os outros diziam. Aliás, compreendi que o que eles pensavam de mim era totalmente irrelevante, e era inútil sentir-se mal por aquilo que a gente sabe que não é.

A sua vida pode ser horrível, você pode ter um emprego horrível , um relacionamento que acaba com as suas forças vitais e não ter nenhum amigo para confiar suas aflições. Mas você terá a sua presença, você sempre terá você.

Quando as coisas ficarem difíceis, coloque a sua música favorita para tocar e dance, chore, ria, faça o que tiver vontade, até sentir a dor ir embora.

E se chover no meio do caminho? Faz de conta que você é criança e pule nas poças de lama.

Quando a gente é criança uma limonada por mais azeda que esteja não consegue estragar o nosso dia. Diplomas? Status? O que é isso mesmo?

Criança vive o dia sem se preocupar com essas bobagens sociais.

Se um dia alguém lhe disser que você não é nada, agradeça. É melhor ser um nada para os outros mas amar aquilo que reflete no espelho. Do que ser “tudo” para os outros e odiar a sua própria imagem no final do dia.

 

A moça da comédia romântica

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Cena do filme: “Lisbela e o prisioneiro”

Gosto das comédias românticas, gosto de histórias de amor mais escrachadas, sem muita perfeição. Gosto do amor e do humor dessas histórias e dos problemas apresentados.

Costumo dizer que a minha história de vida é uma verdadeira comédia romântica. E daquelas mais cômicas. Só que nessa história, a mocinha não arranca suspiros de todos os homens, tem um cabelo adorável que tem vida própria, tem um jeito engraçado de andar, é desastrada, meio louquinha de vez em quando.

Como em todas as histórias das mocinhas das comédias românticas, houve momentos de riso, de choro e de reflexão. Teve momento de querer pular da ponte, de querer desistir. De apertar o peito. E teve outros de chocolate quente, de banho de rio e de contemplar o pôr do sol.

Nessa história eu sou a protagonista. Uma moça de vinte e seis anos que a cada dia mais se liberta de velhas amarras, de pensamentos inúteis (e de pessoas também). Apesar de protagonizar há algum tempo essa comédia romântica e de gostar de falar de amor não me considero a “bam-bam-bam” dos relacionamentos, nem entendida em questões do coração. Me considero aprendiz. E a vida é uma ótima professora. Rude de vez enquanto, eu confesso, mas é da onde saem os melhores ensinamentos.

E,quando você percebe que consegue rir da própria desgraça, percebe o quanto sofreu à toa na vida. E, se alguém se incomoda com o meu riso escancarado, com os meus cachos desarrumados, com meu jeito estranho de andar, com os meus olhos grandes e com tantos defeitos que eu levaria anos para mencionar, o problema é inteiramente dela. Eu até poderia responder com meu silêncio, mas minha resposta é o meu sorriso sempre carimbado no rosto. E no desenrolar desse filme muitas coisas acontecem. Há aqueles que se incomodam e querem sair antes dos créditos finais. Mas há quem se apaixone e que fica só para saber como essa história termina.

E a comédia continua…

Se quiser ouvir uma música depois de ler o texto clica aqui

 

 

Meio assim, sei lá

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Retirada do Google Imagens

Todo herói tem um vilão terrível que faz de tudo para destruí-lo. As vezes eu acho que meu vilão é meu cérebro, meu vilão sou eu mesma. E como é que se luta contra si ?

Sabe aqueles dias em que nada de ruim aconteceu, mas você se sente um lixo? Dá vontade de chorar, de sair correndo contra o vento, sem destino. De não ver gente. Vontade de ficar só e esperar passar esse momento. Nesse dia todos aqueles dias que você enterrou em algum compartimento secreto do coração vem à tona. Justo aqueles doloridos que você se esforça diariamente para esquecer. O coração fica com aquelas feridas abertas e em um dia aleatório, volta a doer.  É como se tivesse um dispositivo chamado: feliz demais! E que fica apitando, porque é muito perigoso ter felicidade em excesso. Então o corpo reage mandando um pouco de tristeza, baixa autoestima, e voilà! Tudo voltou ao seu perfeito equilíbrio. Nem feliz, nem triste. Meio assim sei lá.

Antes eu odiava quando esses dias surgiam, hoje eu já encaro de forma diferente. Esses momentos servem para reflexão, muitas vezes fugimos das coisas ruins e ficamos anestesiados, não sentimos de forma realista tudo que está ao nosso redor. Vivemos como se nossa vida não tivesse problema nenhum quando na verdade as sensações ruins estão ali bem na nossa cara. E tentar fugir delas é tão inútil quanto cobrir a cabeça com um cobertor para fugir de um perigo que a gente nem sabe se realmente existe.

Que sentimento de m! é esse afinal? Meio termo. Morno. É o purgatório emocional.

Dia perfeito para assistir filmes no estilo “Se eu ficar” , porque você pode ter a desculpa de que está chorando por causa do filme e não sem motivo nenhum.

Mas nenhum sentimento é em vão. A tristeza tem que vir de vez em quando para refletirmos melhor. Porque a empolgação, às vezes, cega de mais.

Aí depois de uma semana se sentindo a pior pessoa do mundo, sem motivo nenhum, você simplesmente encaixota todos os sentimentos ruins e tudo volta ao normal.

A vida continua, a caixa está vazia de novo e, inconscientemente, você começa a guardar pequenos sentimentos do dia a dia até chegar o tempo de esvaziar tudo de novo.

 

 

 

 

 

Post de aniversário 3 em 1

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No sábado, dia 20, eu fiz aniversário. Completei 26 anos. Vinte e seis, meu Deus!

Os posts eram para ter saído no sábado, mas não deu tempo, então dois dias depois aqui estou eu ! \õ/

Ano passado fiz três posts de aniversário: um com um texto, outro com 25 episódios que aconteceram em meus 25 anos e outro com uma playlist. Esse ano vai ter um post só com tudo junto: fatos, texto e playlist. 🙂

26 fatos em 26 anos

  1. Tenho uma irmã 12 anos mais velha que eu e um irmão 1 ano e nove meses mais novo (minha mãe descobriu que estava grávida dele no dia do meu aniversário de 1 ano :p)
  2. Sempre tive dificuldade com as disciplinas de exatas, exceto física;
  3. Eu não tenho uma cor preferida;
  4. As pessoas costumam falar que eu sou muuuito alta, quando na verdade eu só tenho 1,71m de altura;
  5. Eu não tenho medo de envelhecer;
  6. Apesar disso, tenho medo de morrer (ok, sei que não dá para evitar e blábláblá, mas tenho medo, fazer o que…)
  7. Não sei contar piadas (não consigo memorizá-las)
  8. Adoro aprender coisas novas!
  9.  Adoro ensinar 😀
  10. Adoro ajudar as pessoas
  11. Sou péssima com trabalhos manuais (mas adoraria saber fazer uns artesanatos #humanasever :P)
  12. Sou enjoada para comer, não gosto de comidas muito diferentes (passaria fome no Japão)
  13. Não tomo Coca-cola
  14. Sou péssima em esportes;
  15. Sou destrambelhada;
  16. Amo cantar, sou uma péssima cantora;
  17. Amo lugares com água: rios, piscinas, etc…;
  18. Nunca alisei meu cabelo com progressivas, apesar de já ter alisado com a chapinha sempre gostei dos tonhonhoíns;
  19. Os meus sonhos costumam ser tão realistas que, às vezes, quando eu acordo fico confusa se aquilo foi real ou não :s
  20. Por falar em sonhos, já tive sonhos que se tornaram mesmo reais (sonhei antes de acontecer, bizarro eu sei);
  21. Amo miniaturas;
  22. Amo objetos antigos;
  23. Não me importo de usar roupas fora de moda;
  24. Amo maquiagem, mas no dia a dia gosto de estar sem maquiagem nenhuma :s
  25. Sou muito sensível;
  26. Sou persistente quando quero alguma coisa.

Sobre os 26 anos…

Eu queria escrever algo bonito, novo e diferente…

Mas acho que o post do ano passado continua definindo bem a pessoa que me tornei com todos esses anos.

Só acrescentaria que, esse ano, mais uma vez minha fé foi/está sendo posta em prova. Mas que dessa vez, estou conseguindo passar por isso um pouquinho mais tranquila.

Esse ano estou aprendendo a fortalecer a minha espiritualidade, a procurar manter meu equilíbrio emocional ( que ficou meio abalado esses tempos, o que prejudicou até a minha saúde).

Continuo me sentindo grata por ter chegado até aqui.

Como eu já cansei de dizer, sou sonhadora, mas estou aprendendo a manter meus pés mais no chão.

E, é isso. Que Deus abençoe essa minha nova idade. ♥

Playlist de aniversário {26 anos}

 

Hoje eu acordei linda

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Créditos

Hoje eu acordei decidida a viver o dia da melhor forma possível. Vesti aquela roupa que há anos sinto vergonha de usar porque meu corpo não tá lá essas coisas. Decidi cortar uma franja e passar o meu batom vermelho as dez horas da manhã.

Neste dia vou ignorar qualquer opinião a meu respeito. Opiniões só nos atingem se deixarmos. Tô evitando essa gente chata, que gosta de me colocar pra baixo. Tô bem, tô feliz mesmo e tô nem ligando pra todos esses padrões.

Acordei com disposição de fazer tudo que tenho vontade: de comer brigadeiro, de sair que nem uma louca com minha câmera nas mãos registrando os detalhes que percebo.

Hoje vou dançar, girar até erguer o meu vestido. Vou cantar como se estivesse no chuveiro, vou sorrir para um estranho na rua e dar bom dia até para as árvores que estiverem no caminho.

A decisão de ser feliz pertence somente a mim, e estou pronta para ser feliz do meu jeitinho.

Como é bom sentir-se assim: Livre!

Aquela liberdade de saber que posso ser quem eu quiser. No jeito que eu quiser. Os outros podem rir, para mim eles estarão rindo para mim e não de mim. Porque as coisas começam a ficar diferentes quando as vemos de perspectivas diferentes.

Hoje não preciso que ninguém me diga que estou linda, porque é assim que me sinto. É um reflexo, de dentro para fora e essa a beleza mais bonita que existe.

Hoje eu acordei linda e ninguém vai me provar o contrário.

Não serei eu mesma para sempre

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“Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei eu mesma para sempre.” (Autor desconhecido)

Quando eu era mais nova falava de boca cheia que eu nunca iria mudar quem eu sou. Como fui tola. Eu era jovem demais para entender o quanto as mudanças são importantes na nossa vida e como, mesmo que sem querer, os acontecimentos podem mudar sim quem somos.

M-U-D-A-N-Ç-A-S. Está aí uma palavra que me assusta. Eu não uma pessoa muito ligada em horóscopo, mas vez ou outra, acabo lendo algo sobre. Sou de Touro e já li que é um signo que não gosta de mudanças bruscas, tenho que confessar que sou assim.  O irônico é que eu morro de medo de mudanças, mas me adapto facilmente a elas.

As vezes as mudanças são positivas, as vezes é disso que precisamos, e é isso que a gente quer.  Quando a mudança é algo planejado tudo se torna mais fácil, mais leve, a solução é simples. Mas e quando você ignora que precise de uma mudança? Você não quer! Não quer desapegar, não quer ir embora, não quer que as coisas mudem. Porque é muito mais fácil — e cômodo — que as coisas continuem como estão.Qualquer mudança, por menor que ela seja, para uma pessoa insegura é uma experiência assustadora.

Mas por mais difícil e dolorido que possa ser,  mudar, as vezes, é mais que necessário é libertador!

Nos últimos anos ocorreram muitas mudanças em minha vida. Muitas delas eu desejei, eu sonhei eu quis, outras aconteceram sem que eu esperasse. E eu achava que ia ser só mais uma mudança e que eu iria passar tranquilamente por ela. E o que eu pude perceber, foi que, no fundo, eu não estava tão preparada para ela quanto eu pensava. Eu sempre me achei muito madura, muito pé no chão. (In) Felizmente descobri que não.

Eu sempre fui sonhadora demais para ser “pé no chão”. O sonhador quer o voo, mas não leva em consideração as quedas e todas as consequências que elas acarretam. A gente tá tão no alto que a última coisa que pensa é que a caída pode ser dolorosa. Achamos que passaremos a vida inteira em pleno voo. A gente acha que é pluma e descobre que virou pedra.

Descobri que  uma garota pode ser imatura mesmo se achando a “garota mais madura do quarteirão.” Que a gente acerta, acerta, acerta, mas que por mais que tentemos fazer coisas certas e que não fujam muito da fatídica zona de conforto, é inevitável que coisas ruins aconteçam em mudanças aparentemente boas. Você descobre que coisas ruins, as vezes, acontecem a pessoas boas. E todas essas descobertas por mais desconfortáveis que sejam, são necessárias. Moldam quem nós somos, continuamos com a essência mas adicionamos um pouco mais de experiência na bagagem.

E com o tempo você se dá conta que essas grandes e dolorosas mudanças fazem parte do nosso crescimento.

E você sonhando em crescer logo , achando que iria ser fácil, não é?

Não, não é. Mas um dia amadurecemos e damos graças a Deus por ter nos dado a oportunidade de mudar tantas vezes. E torcemos que a gente mude muitas vezes mais.

E então é isso: Que venham as mudanças, que eu cresça, que eu aprenda e, principalmente, que eu sobreviva (eu sei que eu vou sobreviver).