Lembranças do Dedel 1001 noites

Gabriel, que eu carinhosamente chamo de Dedel. Tem três anos (quase quatro) e sei que muitas lembranças dessa idade são esquecidas. Eu mesmo não lembro de nenhuma;. A primeira lembrança que tenho nitidamente em minha cabeça foi de quando eu estava prestes a fazer quatro anos (a idade que ele tem hoje).

Então, eu resolvi criar no blog textos como se eu fosse o Gabriel e estivesse registrando a sua memória sobre um dia importante, engraçado ou assustador. Espero que gostem.

Hoje vou contar a história do dia que ele levantou minha auto estima, só que não. ahahah

P.s.: Na verdade esse texto estava nos rascunhos do blog, agora Dedel já vai completar 5 anos. :O


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Imagem retirada do Google Imagens

Hoje eu acordei cedo, bem cedo. Tenho que ir para a escola (mamãe diz que é importante. Será mesmo? Tenho minhas dúvidas), minha mãe diz para eu ir para o banheiro fazer xixi e escovar os dentes.

Quando termino mamãe vai me ajudar a pentear o cabelo. Mamãe andou triste nos últimos dias. Se sentindo feia. Resolvi melhorar o astral dela:

— Mãe, você é linda!

— Oh , meu amor, obrigada. — responde ela com um sorriso que quase rasgou a bochecha.

— Você não é feia, não é gorda também, não. — continuo.

Mamãe faz cara de boba e agradece. Eu olho para a pancinha saliente dela, que está bem na minha frente, e digo:

— Bom, só a sua barriga que está um pouco grande.

Mamãe e papai começam a rir. E eu fico com cara confusa pensando:  “ué, porque eles estão rindo?” Maluquinhos esses meus pais.

 

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A medida de amar

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PH: Kelly Sikkema

Nós dois na rede ouvindo o som dos Engenheiros e ter a certeza de que a medida de amar é mesmo amar sem medida. Porque o amor não tem proporções, a gente não ama aos pouquinhos, ama muito! Com intensidade, com entrega.

A noite vem chegando bem devagarinho, o silêncio é quebrado pelo barulho dos beijos apaixonados.

Um gato insiste em enroscar em minhas pernas, parece que ele sabe o quanto sou apaixonada por gatos. Dizem que gatos são muito sensitivos.

Você dá risada.

— Até o gato parece estar apaixonado por você.

— Eu acho que ele está apaixonado por nós dois. Juntos.

 

A moça da comédia romântica

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Cena do filme: “Lisbela e o prisioneiro”

Gosto das comédias românticas, gosto de histórias de amor mais escrachadas, sem muita perfeição. Gosto do amor e do humor dessas histórias e dos problemas apresentados.

Costumo dizer que a minha história de vida é uma verdadeira comédia romântica. E daquelas mais cômicas. Só que nessa história, a mocinha não arranca suspiros de todos os homens, tem um cabelo adorável que tem vida própria, tem um jeito engraçado de andar, é desastrada, meio louquinha de vez em quando.

Como em todas as histórias das mocinhas das comédias românticas, houve momentos de riso, de choro e de reflexão. Teve momento de querer pular da ponte, de querer desistir. De apertar o peito. E teve outros de chocolate quente, de banho de rio e de contemplar o pôr do sol.

Nessa história eu sou a protagonista. Uma moça de vinte e seis anos que a cada dia mais se liberta de velhas amarras, de pensamentos inúteis (e de pessoas também). Apesar de protagonizar há algum tempo essa comédia romântica e de gostar de falar de amor não me considero a “bam-bam-bam” dos relacionamentos, nem entendida em questões do coração. Me considero aprendiz. E a vida é uma ótima professora. Rude de vez enquanto, eu confesso, mas é da onde saem os melhores ensinamentos.

E,quando você percebe que consegue rir da própria desgraça, percebe o quanto sofreu à toa na vida. E, se alguém se incomoda com o meu riso escancarado, com os meus cachos desarrumados, com meu jeito estranho de andar, com os meus olhos grandes e com tantos defeitos que eu levaria anos para mencionar, o problema é inteiramente dela. Eu até poderia responder com meu silêncio, mas minha resposta é o meu sorriso sempre carimbado no rosto. E no desenrolar desse filme muitas coisas acontecem. Há aqueles que se incomodam e querem sair antes dos créditos finais. Mas há quem se apaixone e que fica só para saber como essa história termina.

E a comédia continua…

Se quiser ouvir uma música depois de ler o texto clica aqui

 

 

Meio assim, sei lá

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Retirada do Google Imagens

Todo herói tem um vilão terrível que faz de tudo para destruí-lo. As vezes eu acho que meu vilão é meu cérebro, meu vilão sou eu mesma. E como é que se luta contra si ?

Sabe aqueles dias em que nada de ruim aconteceu, mas você se sente um lixo? Dá vontade de chorar, de sair correndo contra o vento, sem destino. De não ver gente. Vontade de ficar só e esperar passar esse momento. Nesse dia todos aqueles dias que você enterrou em algum compartimento secreto do coração vem à tona. Justo aqueles doloridos que você se esforça diariamente para esquecer. O coração fica com aquelas feridas abertas e em um dia aleatório, volta a doer.  É como se tivesse um dispositivo chamado: feliz demais! E que fica apitando, porque é muito perigoso ter felicidade em excesso. Então o corpo reage mandando um pouco de tristeza, baixa autoestima, e voilà! Tudo voltou ao seu perfeito equilíbrio. Nem feliz, nem triste. Meio assim sei lá.

Antes eu odiava quando esses dias surgiam, hoje eu já encaro de forma diferente. Esses momentos servem para reflexão, muitas vezes fugimos das coisas ruins e ficamos anestesiados, não sentimos de forma realista tudo que está ao nosso redor. Vivemos como se nossa vida não tivesse problema nenhum quando na verdade as sensações ruins estão ali bem na nossa cara. E tentar fugir delas é tão inútil quanto cobrir a cabeça com um cobertor para fugir de um perigo que a gente nem sabe se realmente existe.

Que sentimento de m! é esse afinal? Meio termo. Morno. É o purgatório emocional.

Dia perfeito para assistir filmes no estilo “Se eu ficar” , porque você pode ter a desculpa de que está chorando por causa do filme e não sem motivo nenhum.

Mas nenhum sentimento é em vão. A tristeza tem que vir de vez em quando para refletirmos melhor. Porque a empolgação, às vezes, cega de mais.

Aí depois de uma semana se sentindo a pior pessoa do mundo, sem motivo nenhum, você simplesmente encaixota todos os sentimentos ruins e tudo volta ao normal.

A vida continua, a caixa está vazia de novo e, inconscientemente, você começa a guardar pequenos sentimentos do dia a dia até chegar o tempo de esvaziar tudo de novo.

 

 

 

 

 

A fórmula do amor

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Imagem retirada do Google Imagens

Queria falar para o Leoni  que eu finalmente encontrei uma fórmula do amor e que ela deu certo.

Porém eu fico a pensar: “E amor lá precisa de fórmula, minha gente?”

Tá bom que seria mais fácil, mas costumamos gostar do que não é. E, se o amor realmente tiver uma fórmula, alguém a esconde até de si mesmo.

Nenhum livro de autoajuda, nem mesmo um romance consegue dizer qual a forma certa de conquistar, de amar ou de viver um relacionamento que dê certo.

Está cada vez mais difícil encontrar um amor que valha à pena. Ainda mais em tempos que o desapego é tão exaltado, que o “ficar junto” já não parece ser mais tão importante… Está difícil encontrar alguém que tenha comprometimento e que realmente entenda o que é um relacionamento sério e todas as regras que fazem parte dele.

O problema é que a maioria das pessoas acha que amar é tão complicado que desiste. No geral as pessoas estão impacientes para amar.Só que o amor é uma construção e é aos poucos que ela vai ficando pronta.

Talvez um ingrediente importante para o amor dar certo, seja a paciência, vide exemplo da Bíblia:O amor é paciente, o amor é bondoso.(…)  Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13: 4-7).

Outro “ingrediente” indispensável é a reciprocidade, porque do que adianta ser paciente se o outro não tem compatibilidade contigo?

Ah, e compatibilidade, parceria e alguém disposto a amar está se tornando cada vez mais raro. E a gente passa a acreditar que o amor é uma utopia. E que só serve para trazer o sofrimento.

Pensando bem, o que queremos de verdade mesmo não é uma fórmula de amar é a fórmula de não sofrer. Mas vou te contar um segredo (que nem é tão secreto assim): No amor, muitas vezes, a dor vem de brinde. 

Você deve estar pensando que sou pessimista. E seria clichê demais responder que na verdade estou tentando ser realista. Mas é verdade. O amor traz uma série de coisas: um pouco de expectativa, um pouco de paixão e voilà: alguma coisa parecida com uma fórmula do amor está pronta. Mas lá na garrafinha em letras miúdas tem a mensagem: “Efeito colateral: Dor e sofrimento, descontentamento, cansaço e, eventualmente a fórmula falha ou para de fazer efeito durante o processo”. Mas nunca nos atentamos as contraindicações, não é mesmo?

Claro que pode acontecer de você distrair-se e encontrar um amor bom o suficiente que te faça pensar que, talvez tenha encontrado a fórmula do amor, que dessa vez você fez do jeito certo. Pode acontecer de dar certo. Apesar de tudo o amor verdadeiro existe.

A realidade é que nenhum de nós é experiente o suficiente para classificar o amor, para dizer o que é certo ou não é, ou para inventar uma fórmula maluca e colocarmos o nome de “fórmula do amor”.

Ainda assim nos embriagamos sem nos preocuparmos com a ressaca do dia seguinte.

E se alguém por aí, souber onde encontrar a fórmula do amor , por gentileza avisa aí pra gente.

Para terminar: Ouça Fórmula do amor (que me inspirou a escrever este texto). ♥

 

 

 

Meu maior ato de coragem

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Se for dono da imagem, avise que darei os créditos 😉

Esse tema me fez refletir muito.

Porque embora eu admire pessoas corajosas eu nunca me achei uma.

Hoje eu penso que a força que uma palavra tem, depende do sentido que você dá à ela.

Dessa forma, uma palavra como coragem, por exemplo, não seria apenas aquilo que o dicionário diz dela, mas sim aquilo que você entende dessa palavra.

E, eu entendo que coragem é você ser dono de suas próprias escolhas, sem se importar com o que você achar disso e saber lidar com as consequências disso.

Pensando assim, tive vários atos de coragem:

  • Fui corajosa quando me neguei a experimentar drogas;
  • Fui corajosa quando fui atrás dos meus sonhos, mesmo as pessoas falando que não valeria à pena;
  • Fui corajosa ao perdoar pessoas que não mereciam nem que as olhasse nos olhos;
  • Fui corajosa por ter feito minhas próprias escolhas e fui muito feliz na maioria delas.

Espero a cada dia mais superar meus medos e ter força para realizar meus sonhos, no fim das contas, todos os nossos atos de coragem começam ao levantar da cama.

“Um passo à frente e você não está no mesmo lugar. ”

(Chico Science)

Estou bem atrasada, mas não poderia deixar de fazer esse post, com esse tema tão especial.  É o tema da blogagem coletiva de abril do Projeto Vai um Café. (O próximo post será da postagem deste mês, ok?

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Post de aniversário 3 em 1

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No sábado, dia 20, eu fiz aniversário. Completei 26 anos. Vinte e seis, meu Deus!

Os posts eram para ter saído no sábado, mas não deu tempo, então dois dias depois aqui estou eu ! \õ/

Ano passado fiz três posts de aniversário: um com um texto, outro com 25 episódios que aconteceram em meus 25 anos e outro com uma playlist. Esse ano vai ter um post só com tudo junto: fatos, texto e playlist. 🙂

26 fatos em 26 anos

  1. Tenho uma irmã 12 anos mais velha que eu e um irmão 1 ano e nove meses mais novo (minha mãe descobriu que estava grávida dele no dia do meu aniversário de 1 ano :p)
  2. Sempre tive dificuldade com as disciplinas de exatas, exceto física;
  3. Eu não tenho uma cor preferida;
  4. As pessoas costumam falar que eu sou muuuito alta, quando na verdade eu só tenho 1,71m de altura;
  5. Eu não tenho medo de envelhecer;
  6. Apesar disso, tenho medo de morrer (ok, sei que não dá para evitar e blábláblá, mas tenho medo, fazer o que…)
  7. Não sei contar piadas (não consigo memorizá-las)
  8. Adoro aprender coisas novas!
  9.  Adoro ensinar 😀
  10. Adoro ajudar as pessoas
  11. Sou péssima com trabalhos manuais (mas adoraria saber fazer uns artesanatos #humanasever :P)
  12. Sou enjoada para comer, não gosto de comidas muito diferentes (passaria fome no Japão)
  13. Não tomo Coca-cola
  14. Sou péssima em esportes;
  15. Sou destrambelhada;
  16. Amo cantar, sou uma péssima cantora;
  17. Amo lugares com água: rios, piscinas, etc…;
  18. Nunca alisei meu cabelo com progressivas, apesar de já ter alisado com a chapinha sempre gostei dos tonhonhoíns;
  19. Os meus sonhos costumam ser tão realistas que, às vezes, quando eu acordo fico confusa se aquilo foi real ou não :s
  20. Por falar em sonhos, já tive sonhos que se tornaram mesmo reais (sonhei antes de acontecer, bizarro eu sei);
  21. Amo miniaturas;
  22. Amo objetos antigos;
  23. Não me importo de usar roupas fora de moda;
  24. Amo maquiagem, mas no dia a dia gosto de estar sem maquiagem nenhuma :s
  25. Sou muito sensível;
  26. Sou persistente quando quero alguma coisa.

Sobre os 26 anos…

Eu queria escrever algo bonito, novo e diferente…

Mas acho que o post do ano passado continua definindo bem a pessoa que me tornei com todos esses anos.

Só acrescentaria que, esse ano, mais uma vez minha fé foi/está sendo posta em prova. Mas que dessa vez, estou conseguindo passar por isso um pouquinho mais tranquila.

Esse ano estou aprendendo a fortalecer a minha espiritualidade, a procurar manter meu equilíbrio emocional ( que ficou meio abalado esses tempos, o que prejudicou até a minha saúde).

Continuo me sentindo grata por ter chegado até aqui.

Como eu já cansei de dizer, sou sonhadora, mas estou aprendendo a manter meus pés mais no chão.

E, é isso. Que Deus abençoe essa minha nova idade. ♥

Playlist de aniversário {26 anos}