De mãos dadas e coração quentinho

aqui ❤

Por muitas vezes sentei e tentei te escrever.

Mas agora, além dos nós na garganta, sinto minha mão e dedos paralisados.

Dentro da minha cabeça as palavras se agitam e procuram um lugar seguro para repousar, mas eu simplesmente não consigo. Não dá.

Sabe, as vezes tenho saudade da facilidade que eu tinha de transformar dores e sorrisos em palavras. Agora sinto que fica mais difícil a cada dia que passa.

Eu não sei se é a falta de tempo ou o desinteresse mesmo.

Talvez seja essa vontade maluca de falar com as pessoas cara a cara, de um ouvido amigo enquanto tomamos um milk shake de chocolate que nós mesmos preparamos. Deve ser consequência da pandemia. É isso.

Desculpe, mais uma vez eu mudei de assunto, você me conhece, não consigo manter uma conversa linear. Mas, voltando a falar de nós…

Eu só queria que você entendesse que eu sempre estou aqui, mas você está ocupado demais para perceber isso. Repito: estou aqui, sempre com um cobertor quentinho e com muitas ideias de filmes legais para assistirmos juntos. Só falta você olhar para trás, que vai me enxergar naquele cantinho que você deixou e eu fui incapaz de me retirar. E, fiquei observando você se afastar cada dia mais.

Eu sei que as coisas estão difíceis para você também. Tá difícil para todo mundo (literalmente todo mundo). Mas não se afaste de nós. Não deixe que a nossa história se torne mais uma daquelas tristes histórias de amor com final trágico. Prometo estar aqui, se você prometer me buscar sempre com o meu doce favorito.

Volte.

Volte e me de a mão, vamos continuar o nosso caminho juntos. De mãos dadas e coração quentinho.

Solidão a dois

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Por mais que eu tente fugir, a solidão me persegue.

Eu era uma criança solitária, fui uma adolescente solitária e me tornei uma adulta solitária. E o vazio é tão grande que não deixa espaço pra mais nada entrar.

Eu não entendia porque eu gostava tanto de ficar sozinha, agora entendo que é porque eu tive que me acostumar com isso. Tive que aprender a sobreviver, a aprender que eu nasci só e morrerei da mesma forma.

As pessoas não mudam. Elas só fingem quando é conveniente.

Quando a tempestade acaba ninguém mais quer andar com guarda chuva, ainda que o céu escuro e nublado demonstre que ainda pode chover.

O amassado e o quebrado só pode ser consertado se a pessoa tem consciência do estrago que fez, mas alguns tem memória curta. Eu só queria acreditar que as pessoas podem  mudar e que segundas chances valem a pena.

Por enquanto eu não tenho certeza…

E já está se tornando doloroso viver com incertezas.

Eu teorizo demais, sei de menos.

Esses dias estão estranhos…