O que me inspira?

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Desde que eu aprendi a escrever passei a rabiscar as últimas folhas do caderno para escrever sobre as coisas que eu observava no meu dia a dia. Em casa, sempre fui uma criança comunicativa, mas quando eu estava fora do meu porto seguro era extremamente quieta. Minha mãe dizia que eu quietava para poder observar tudo que estava em volta de mim, eu não deixava escapar nenhum detalhe: o olhar das pessoas, a forma como elas mexiam as sobrancelhas, como gesticulavam ao falar… Sem contar, é claro, no meu contato com a natureza. Eu era daquelas criancinhas doidinhas que conversava com as árvores (ótimas confidentes, por sinal). Então tudo que estava a minha volta era observado atentamente por mim.

Eu ainda não sabia, mas de certa forma ser observadora era o meu “laboratório”, era ali que eu encontrava subsídios para escrever os detalhes que meus textos exigiam.

No começo, eu escrevia para desabafar. Para falar dos meus sonhos e para me esconder de um mundo ruim que eu observava.

Eu escrevia sempre. Mas quando eu estava triste a inspiração parecia fluir.

Por muito tempo, pensei que a única forma de escrever bem era ficando triste. Com o tempo descobri que da mesma forma que não dá para ficar feliz por muito tempo não dá para ser triste o tempo todo (ainda bem).

E, foi preciso um esgotamento emocional para eu me descobrir outra pessoa. E essa nova pessoa descobriu que a tristeza era um mero detalhe, que a inspiração vinha de muitas outras coisas.

Vinha de uma música legal que eu ouvi na rua, de um livro que eu li ou de um filme bacana que eu assisti, de uma conversa com desconhecidos…

E, a partir daí, a felicidade passou a fazer parte do meu processo de inspiração.

Se antes eu só escrevia para desabafar hoje escrevo para compartilhar a minha alegria.

A inspiração está em todos os dias em todos os lugares. Mas tem dia que estamos mais propensos para percebê-las. E, cada dia o cotidiano pode nos tocar de uma forma diferente e inspiradora.

 

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Lembranças do Dedel 1001 noites

Gabriel, que eu carinhosamente chamo de Dedel. Tem três anos (quase quatro) e sei que muitas lembranças dessa idade são esquecidas. Eu mesmo não lembro de nenhuma;. A primeira lembrança que tenho nitidamente em minha cabeça foi de quando eu estava prestes a fazer quatro anos (a idade que ele tem hoje).

Então, eu resolvi criar no blog textos como se eu fosse o Gabriel e estivesse registrando a sua memória sobre um dia importante, engraçado ou assustador. Espero que gostem.

Hoje vou contar a história do dia que ele levantou minha auto estima, só que não. ahahah

P.s.: Na verdade esse texto estava nos rascunhos do blog, agora Dedel já vai completar 5 anos. :O


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Imagem retirada do Google Imagens

Hoje eu acordei cedo, bem cedo. Tenho que ir para a escola (mamãe diz que é importante. Será mesmo? Tenho minhas dúvidas), minha mãe diz para eu ir para o banheiro fazer xixi e escovar os dentes.

Quando termino mamãe vai me ajudar a pentear o cabelo. Mamãe andou triste nos últimos dias. Se sentindo feia. Resolvi melhorar o astral dela:

— Mãe, você é linda!

— Oh , meu amor, obrigada. — responde ela com um sorriso que quase rasgou a bochecha.

— Você não é feia, não é gorda também, não. — continuo.

Mamãe faz cara de boba e agradece. Eu olho para a pancinha saliente dela, que está bem na minha frente, e digo:

— Bom, só a sua barriga que está um pouco grande.

Mamãe e papai começam a rir. E eu fico com cara confusa pensando:  “ué, porque eles estão rindo?” Maluquinhos esses meus pais.

 

A medida de amar

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PH: Kelly Sikkema

Nós dois na rede ouvindo o som dos Engenheiros e ter a certeza de que a medida de amar é mesmo amar sem medida. Porque o amor não tem proporções, a gente não ama aos pouquinhos, ama muito! Com intensidade, com entrega.

A noite vem chegando bem devagarinho, o silêncio é quebrado pelo barulho dos beijos apaixonados.

Um gato insiste em enroscar em minhas pernas, parece que ele sabe o quanto sou apaixonada por gatos. Dizem que gatos são muito sensitivos.

Você dá risada.

— Até o gato parece estar apaixonado por você.

— Eu acho que ele está apaixonado por nós dois. Juntos.

 

A moça da comédia romântica

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Cena do filme: “Lisbela e o prisioneiro”

Gosto das comédias românticas, gosto de histórias de amor mais escrachadas, sem muita perfeição. Gosto do amor e do humor dessas histórias e dos problemas apresentados.

Costumo dizer que a minha história de vida é uma verdadeira comédia romântica. E daquelas mais cômicas. Só que nessa história, a mocinha não arranca suspiros de todos os homens, tem um cabelo adorável que tem vida própria, tem um jeito engraçado de andar, é desastrada, meio louquinha de vez em quando.

Como em todas as histórias das mocinhas das comédias românticas, houve momentos de riso, de choro e de reflexão. Teve momento de querer pular da ponte, de querer desistir. De apertar o peito. E teve outros de chocolate quente, de banho de rio e de contemplar o pôr do sol.

Nessa história eu sou a protagonista. Uma moça de vinte e seis anos que a cada dia mais se liberta de velhas amarras, de pensamentos inúteis (e de pessoas também). Apesar de protagonizar há algum tempo essa comédia romântica e de gostar de falar de amor não me considero a “bam-bam-bam” dos relacionamentos, nem entendida em questões do coração. Me considero aprendiz. E a vida é uma ótima professora. Rude de vez enquanto, eu confesso, mas é da onde saem os melhores ensinamentos.

E,quando você percebe que consegue rir da própria desgraça, percebe o quanto sofreu à toa na vida. E, se alguém se incomoda com o meu riso escancarado, com os meus cachos desarrumados, com meu jeito estranho de andar, com os meus olhos grandes e com tantos defeitos que eu levaria anos para mencionar, o problema é inteiramente dela. Eu até poderia responder com meu silêncio, mas minha resposta é o meu sorriso sempre carimbado no rosto. E no desenrolar desse filme muitas coisas acontecem. Há aqueles que se incomodam e querem sair antes dos créditos finais. Mas há quem se apaixone e que fica só para saber como essa história termina.

E a comédia continua…

Se quiser ouvir uma música depois de ler o texto clica aqui