As lições do meu passado

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Refletir sobre o meu passado é como cutucar uma ferida. É admitir que eu não sou inteligente, forte e otimista o tempo todo. É mostrar ao mundo minhas cicatrizes. Mostrar que eu erro. E, que esses erros não acontecem somente de vez em quando, que eles acontecem muito mais do que eu gostaria.

Que apesar de eu me considerar um “ser humano não praticante” que eu sou muito praticante desse meu papel no mundo.

O Senhor Passado, me ensinou severamente, que a vida  não é uma linha reta. Não é um caminho, são escolhas. É uma encruzilhada.

Que as certezas de hoje são as incertezas do amanhã. Que nem sempre o que eu escrevo nas folhas finais do caderno irão se realizar.

Que uma lista de desejos pode não seguir uma ordem certa.

Que não adianta ouvir o Horóscopo de manhã e achar que tem todas as respostas ao final do dia.

Que os “amigos para sempre” se eternizam nas categorias de amigos do passado: amigos da escola, amigos da faculdade, amigos da maternidade…

O passado me ensinou que olhos mentem. Que bocas ofendem. Que promessas se perdem.

Eu aprendi com o meu passado que onde há fragilidade há uma força ainda maior que a supere.

Aprendi que somos bonecos de porcelana, que a vida é frágil, que qualquer simples acontecimento do dia a dia pode fazer com que a gente a perda.

Aprendi que o mundo é mais bonito se começamos a elogiar mais em vez de criticar.

Que sucesso é estar de bem consigo mesmo.

Que tudo bem se as coisas não acontecerem na velocidade de uma corrida de fórmula 1.

Que eu tô aqui vivendo, lentamente, aproveitando a paisagem pelo vidro do ônibus.

Que o silêncio é a mais importante de todas as palavras.

Que ficar triste, de vez em quando, faz bem. Porque nos abre os olhos.

Que uma coisa extremamente ruim pode me fazer evoluir (espiritualmente) como pessoa.

Que não importa se uma pessoa fala mentiras sobre você, o mais importante mesmo é o travesseiro estar leve ao dormir.

O passado me ensinou muitas coisas, mas uma das coisas mais marcantes foi a aprender a ser grata.

E, hoje eu tenho tanta gratidão com a minha história que eu considero que ser grata é mais importante que alcançar a famosa “felicidade”.

Porque se a gente é grato com tudo que nos acontece a felicidade vem de brinde!

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“Você não pode mudar o passado. Ele sempre foi. Ele sempre será. Mas eu ousaria dizer, você pode aprender alguma coisa com ele…”, frase do filme Alice através do espelho.

Coleguinhas que também fizeram um post com esse mesmo tema e que vale à pena conferir:

1-  Divergências Vitais (Bruna Aliatti)                                   2-  Carioca do Interior (Priscila Gonçalves)

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Xeque-mate!

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Você é um jogador nato!

E eu entrei nesse jogo sem saber que estava entrando.

Me envolvi. Me deixei levar pelas suas estratégias.  Até que em algum momento eu percebi que eu não merecia ser só mais uma peça do seu tabuleiro.

Diferente das outras vezes, eu tomei conta da situação. Não sou mais simplesmente um acessório do jogo, agora estou jogando ele.

Mas como eu não gosto de perder tempo com joguinhos bobos dou a jogada final: xeque-mate para você, meu bem!

Continue por aí escolhendo as peças desse seu jogo sujo que não levará ninguém a lugar nenhum, continue trapaceando, brinque com os sentimentos dos outros. Hoje você é o jogador amanhã será só mais uma peça do seu próprio jogo.

O melhor do ano

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Em 2011 tive umas experiências complicadas de vida, que desestabilizaram o meu equilíbrio emocional.
Depois de várias noites sem dormir direito, pedi para Deus que me confortasse, que aliviasse o meu desespero. Pela primeira vez na vida li a Bíblia de verdade. E foi difícil interpretar a mensagem de Deus para mim, mas finalmente compreendi que: Tudo tem começo, meio e fim. E, algumas coisas precisam ter fim para que outras novas possam surgir.
Encarei os problemas como um meio que chegaria a um fim para depois vir um novo começo. Que meu coração sonhador torcia para ser bom.
Depois disso, aprendi a valorizar a vida e agradecer pelos dias bons e ruins. O que é bom vira memória e o que é ruim, experiência.
De lá para cá, os anos passaram. Cheio de coisas boas e ruins também.
Chegou 2017. E, eu que achei que depois de 2011/2012 eu estava forte para enfrentar qualquer situação, só que não. Me vi estressada, frustrada, desvalorizada e decepcionada. O meu corpo reagiu e eu fiquei muito doente.
Tive que procurar um nutricionista e fazer academia. Logo eu que sempre achei tudo isso fútil. Mas não é. E mais uma vez a vida me ensina que as certezas podem se tornar incertas a qualquer momento.
2017 está chegando ao fim. E, mesmo com todas as dificuldades que tive esse ano, sinto um apertinho no coração por ele estar acabando.
Foi um ano em que ri na mesma proporção em que chorei. Tive realização de sonhos. Ajudei pessoas. Conheci gente legal. Cuidei da minha saúde. E, sim, apesar de tudo, fui feliz.
Eu digo que esse foi meu ano “Montanha-russa” , entre subidas e descidas malucas.
Se for para colocar no pódio qual foi o “melhor do ano”, com certeza, escolho uma palestra com um professor incrível que tive no começo desse ano sobre Neurodidática. Fiquei apaixonada com a aula dele e aprendi coisas que levarei pelo resto da vida.
Como tentar fortalecer as experiências positivas e não as negativas. O caminho é lento, mas estou tentando  agradecer mais do que reclamar. Porque a reclamação vira mania e parece que quanto mais reclamamos mais motivos para reclamar vão surgindo. E quando agradecemos mais motivos para agradecer surgem.                        O legal da ideia de ter um ano novo é poder renovar as esperanças. É tipo o final de uma temporada da nossa série preferida. É ansiar pelo novo e torcer para que que as coisas comecem/voltem a dar certo.
Agora tô aqui ouvindo Coldplay e imaginando mais um fim de temporada nessa minha vida louca. Tô curtindo a paisagem e agradecendo ao universo por estar mais um ano por aqui, entre ganhos e perdas, aprendendo a cada dia como me tornar alguém melhor para o mundo. E que venha a nova temporada.

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Calendário de Advento da vida real

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Oi, gente.

Como eu disse, no post de ontem (que acabou aparecendo com a data de hoje, porque postei 23:59), aqui em casa (e no blog) estamos fazendo o calendário de advento  e o Blogmas.

O calendário que usei de inspiração foi esse aqui. Mas como vocês podem observar, não deu muito certo haahahahah

Mas a mensagem que quero deixar para quem é mãe é que: por mais feinho que esteja e mesmo que você, assim como eu, não tenha habilidades artistícas, seu filho vai amar, porque o importante é a intenção, não é mesmo?

Então, a sua vida materna não precisa ser igual aquelas que você no pinterest. Aproveite as ideias que tem lá e traga-as para a sua realidade. E, mesmo que não fique igual ou parecido, você se esforçou e quem sabe um dia, com mais experiência você (e eu também) consiga melhorar. Torceremos.

Lá tem o passo a passo de como fazer e até sugestões das atividades e até sugestões de presentes para colocar dentro de cada dia. Só que está em inglês, mas nada que um Google Translate não resolva. 😉

No meu não coloquei presentes, optei por colocar algumas atividades/ações. Mas mostro pra vocês amanhã, ok? Finais de semana aqui são uma loucura e estou escondida fazendo esse post. #maesentendem hahah

Então, até amanhã.

Música natalina do dia: Natal todo dia – Roupa Nova

Blogmas e Calendário de advento

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Olá, queridos e queridas!!!

O melhor mês do ano chegou: o mês do Natal e das minhas férias. (Dezembro, você não sabe o quanto te esperei!)

Bem, vi no grupo do Facebook, Vai um Café, a ideia de posts diários, tipo BEDA, só que em Dezembro.

Dei uma pesquisada no Google e, pelo que eu entendi, é tipo um calendário de advento. Dessa forma, os posts iniciam no dia 1º e terminam no dia 24.

Isso significa que terá post todos os dias??? Maybe. É difícil saber se conseguirei, mas vou tentar. ♥

No ano passado, eu vi no blog Casa com amor (blog mais lindo do mundo da maternidade,sério, visitem) e fiquei encantada com os calendários de advento e as atividade que a Lahna faz com seus filhos no Natal.

Decidi que esse ano, faria com o Dedel.

Mas só para variar deixei tudo para a última hora e, não saiu bem como eu planejava.

1º Porque, como eu já disse deixei tudo para a última hora. Resumindo: acabou a cola, a impressora deu problema e o projeto não ficou tão bonitinho quanto deveria;

2º Porque sou uma negação com artesanato.

Mas ainda assim, fiz o calendário meio torto, esquisito, mas que conseguiu cumprir seu papel hoje (e, eu espero que aguente até o dia 24 haha #oremos).

No post de amanhã vou mostrar para vocês o meu calendário e explicar certinho como vai funcionar, ok?

Até amanhã. E bom Dezembro para todos.

Música de hoje: Vem chegando o Natal – Aline Barros ♥

Nada vai ser igual

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aqui

Já escrevi mil nomes na minha agenda mas nenhum deles combina tanto quanto o seu combinava do lado do meu.

Encarei uns 30 garotos hoje mas nenhum deles tinha o brilho que os seus olhos tinham ao olhar no meus.

Já perdi a conta de quantos sorrisos vi hoje mas nenhum deles fez com que eu ficasse com a cara de boba que eu ficava ao te ver sorrir.

Ouvi o barulho de umas cinquenta motociletas hoje, mas nenhuma delas fez o coração bater tão forte como aquele que eu sentia quando ouvia que era você que estava chegando.

Estou aqui tentando em vão achar alternativas, a ter esperanças de que eu ainda posso viver mil aventuras de amor que superem aquelas que tive com você.

Mas a cada dia me convenço que havia tanta singularidade no nosso relacionamento que vai ser difícil achar algo que supere, que seja melhor do que foi contigo.

E escrevo você em todos os meus textos porque tenho a esperança de que, se tornando um personagem de uma história fictícia, seja mais fácil apagar você da minha vida.

Já fiz você mocinho e vilão, já fiz bonito e feio, mas nada faz com que sua imagem saia da minha cabeça…

Na verdade eu sei que eu vou amar de novo. E sei que será bom. Mas sei também que nada nunca vai ser igual aquilo que era o “eu e você”.

 

Amores platônicos e impossíveis

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Eu não sei explicar muito bem…

Bom, essa é a primeira carta que escrevo e … vixe, esqueci de colocar a data e a cidade. Não que esses tipos de carta precisem de muitas formalidades, mas eu pensei…

poxa, eu pensei… Caramba! Acho que não é correto escrever tudo que a gente pensa, né? Talvez se eu desenhasse um coração…

Acho que é cedo demais para te dizer que seu sorriso me hipnotiza e que sua voz me estremece, é cedo para falar “eu te amo”? É cedo para imaginar eu, você, dois filhos  um cachorro?

Ok, você nem me conhece. Mas eu te conheço e esse é o problema. Você está na minha lista de amores platônicos e provavelmente impossíveis.

Acabei de te ver e já descobri o seu nome: JHONY, muito bad boy esse seu nome, mas um motivo para eu me apaixonar.  Já procurei você no Facebook, mas não tive coragem de adicionar. Vi umas desqualificadas curtindo sua foto… Fiquei com raiva, mas aí lembrei que você não era meu mesmo.Desencanei.

Ai, será que você gostaria de receber uma carta de amor? E…

O que?

Meu Deus porque ele está vindo para cá? Ah!!!! O que eu falo? Ai, Senhor!!!

— Oi, meu nome é Jhonny. Faz dias que estou te observando e tentando de todas as formas me aproximar de você. Mas pensei que você me acharia um louco, afinal a gente só se tromba todos os dias nos corredores da empresa e nossos setores são outros. Mas hoje cansei só de te olhar de longe, e os caras me encorajaram a vir te chamar para  sair para tomar café comigo hoje? Só nós dois? E aí topa?

Eu só abri um sorriso desconcertado e respondi:

— É… sim… claro.

Ok, acho que alguém acabou de estrear a lista: amores platônicos e completamente possíveis.