Amor virtual

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Imagem: Google Imagens

Ouvi muita gente falar sobre amores de redes sociais. Mas até então nunca tinha vivido um. Como eu poderia imaginar que acharia o amor da minha vida por uma rede social?

Parece ridículo, mas quando é que o amor não é ridículo?

Nunca fui de entrar em redes de relacionamentos on-line com a intenção de encontrar um namorado. Achava muito boba essa história de bate-papo virtual.

E um dia, estava eu em uma rede social quando vi uma frase linda e ao ler o nome do autor, senti um sentimento tão lindo, tão… tão , não consiga encontrar palavra que descreva o que senti. “Jorge de Moraes” seria uma mistura de Jorge Amado com Vinicius de Moraes?

Entrei no Google e pesquisei: Jorge de Moraes, eis que aparece seu Facebook, clico curiosa e vejo sua foto de perfil, bem subjetiva, não dava para reconhecer o seu rosto. E esse mistério todo me deixou empolgada, era louca para vê-lo.

Cliquei em Adicionar Amigo e fiquei aguardando ansiosamente pela sua resposta. Passei semanas stalkeando o seu perfil. Você tinha muitos amigos, mas as poucas publicações que eu podia ver, tinham poucas curtidas. Ficava horas frente a sua página, apertando F5. Cheguei a sonhar com você, imaginando como seria o seu rosto, sua voz…

Já estava me sentindo frustrada, porque você não me aceitava, decidi cancelar a solicitação. E quando entro no Facebook, para a minha surpresa, eu tinha uma notificação: “Jorge de Moraes aceitou sua solicitação”. Eu não podia acreditar, comecei a pular — literalmente — de felicidade.

Começamos a conversar, eu puxei o assunto. Muitas coisas em comum: músicas, filmes, séries, livros. E novelas mexicanas. Sim, achei um homem que curtia novelas mexicanas.

Já contei que ele é escritor? Pois é, e eu confesso tenho uma queda por escritores.

Foram meses, dias, horas de conversas nas madrugadas solitárias do meu quarto escuro.

Ficamos tão próximos. Na loucura sugeri que nos encontrássemos. Você topou na hora. A gente combinou de se disfarçar dos personagens do nosso livro favorito, assim um poderia reconhecer o outro.

Hoje estou aqui no ponto de ônibus com o coração na mão, aguardando pelo nosso primeiro encontro.

Talvez eu vire um personagem de um livro seu, tentarei me comportar para não morrer logo no primeiro capítulo.

Capítulo 1

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We♥it

Quando um ano começa ele não é um novo livro. Ele é um novo capítulo. Não esquecemos o que aconteceu até aqui, mas nesse novo capítulo surge a oportunidade de solucionarmos um problema com mais facilidade, de amarmos mais e de sermos mais felizes. É claro que corremos o risco de enfrentarmos novos desafios ainda maiores que àqueles do capítulo anterior, mas pelo menos já teremos bagagem e pudemos usá-la para lembrar que mesmo os dias mais difíceis por piores que eles sejam, passam. E, então a gente vira a página, inicia-se um novo parágrafo, uma nova linha um novo capítulo.

2016 foi um ano cheio de altos e baixos, cheio de coisa boa e, claro que tiveram algumas coisas ruins também. Faz parte.

Mas ainda que coisas difíceis tenham surgido no caminho, eu me seguro aquele 1% de chance e me agarro no 99% de fé que tenho aqui dentro de mim.

Acredito que as dificuldades fazem a gente viver as coisas de forma mais intensa e verdadeira todo tempo é pouco, viver requer pressa. Então abandonamos atitudes superficiais e nos apoiamos às coisas realmente importantes. Coisas que só enxergamos quando as dificuldades batem na porta, é preciso acontecer uma tempestade para que aprendamos a valorizar os dias ensolarados.

Apesar de tudo, não posso reclamar de 2016. E mesmo que ano tivesse sido ruim, eu não reclamaria. Reclamar não soluciona nada, apenas aumenta os problemas. Quem reclama de um problema acaba tendo dois.

2016 me ensinou que nada está sob o nosso controle, que tudo está nas mãos de Deus e que temos que ter paciência, esperar e confiar. Não adianta tentar acelerar os resultados, tudo chega na hora certa.

Para 2017 eu não tenho muitas expectativas, mas espero que seja um bom ano para todos. Que nunca percamos a fé, que sejamos sensíveis ao olhar para o mundo, que tenhamos empatia uns com os outros e que continuemos com a esperança de um ano novo todos os dias do ano. E que não sejamos escravos dos relógios, que aprendamos que muito mais valioso que o dinheiro é o tempo que passamos ao lado daqueles que amamos.

E assim me despeço de 2016: com muita gratidão. Mais um capítulo concluído com sucesso. E que venha 2017. Meu 26° capítulo! 26. Vinte e seis capítulos de fé, determinação e gratidão.

Que venham os sorrisos, que venham as novas pessoas, que venham os amores, que venham as lutas…

Vai ser um ano de luta. Mas nunca abandonei uma luta pela metade.

Que Deus nos acompanhe!

Feliz Ano Novo, meus queridos! ❤

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P.S.: Este é um post programado. Fiz assim, porque queria que fosse publicado exatamente no dia 1° , se deixar uma mensagem, aguarde que responderei assim que puder. ❤

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Um natal inesquecível

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créditos

O natal sempre foi importante para mim. E não é por causa dos presentes, nem das comidas deliciosas dessa época. É por causa do ar que parece que muda, das pessoas que parecem estar mais amáveis, é por causa do que isso representa.

Pensei em um natal inesquecível, achei que seria fácil de encontrá-lo. Só que não. E não foi por falta, foi por excesso. Tive tantos natais especiais que ficou difícil a tarefa de escolher um só. Mas se eu pudesse destacar algo em comum em todos esses natais especiais, com certeza, seria: a minha família reunida.

No fim das contas, apesar das piadinhas sem graça, das perguntas constrangedoras, as únicas pessoas que estarão do nosso lado, mesmo a gente estando errado, são a nossa família. Pois eles realmente se preocupam com o nosso bem estar.

Para mim, o natal inesquecível é aquele com as pessoas que amo bem pertinho de mim. Mesmo se não tivermos presentes, nem comidas caras. Mesmo se a gente tiver que improvisar um pezinho para a velha árvore de natal. E tiver que fazer os enfeites para pendurar… O natal inesquecível é feito de afeto, feito de família, que não é de margarina, mas que sabe ser feliz de vez em quando.

Um natal de abraços, de laços, de cumplicidade. É amar o natal por saber que nessa data todo mundo estará junto novamente. É perdoar o outro por não ter sido legal com você. É perdoar a si mesmo por não ter sido tão legal com os outros.

No fim das contas, o melhor presente que temos a oferecer aos outros é mesmo a nossa presença ao lado deles.

Bem que o natal podia ser todo dia…

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O que eu quero ser quando eu morrer?

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Imagem por Débora Meleti

Quando somos crianças nos perguntam: O que você quer ser quando você crescer?

Há crianças que querem ser médicos, modelos, cartorários, professores, motoristas de ônibus…

Há os espertinhos (ou muito bobos) que respondem: “Quando eu crescer quero ser grande, ué!”

Eu era uma criança que quis ser muitas coisas. Mas o meu maior desejo era não morrer. E mais: que nenhuma pessoa que eu amasse morresse. Eu queria ser robô. Eu não consegui ser robô, descobri que eu era gente. Gente que sente. Sente dor. Sente frio. Gente que morre.

“A morte é a única certeza da vida” é o que eles dizem. Mas que certeza é essa tão cheia de dúvidas? Ou sou eu que sou cheia delas?

Um dia todos morremos, ponto. Mas e depois? Não há depois? Há depois? Tem depois mais a gente não lembra de nada? Tem depois e a gente lembra de tudo? Vou encontrar todos que amei no céu? Morreu acabou? A vida acabou ali?

Sempre quis ver a morte como algo bonito. “Um ciclo da vida que se encerrou ali.” Nunca consegui… Até agora.

Hoje eu posso dizer o que eu quero ser quando eu morrer: Quero ser vida!

Eu queria ser flor. Um girassol bem lindo.

Mas aceito ser árvore. Mas tem que ser árvore florida, viu?

Quero que as pessoas passem por mim e se encantem, que fotografem e que contem aos outros que árvore bonita me tornei.

E, quem sabe, ali na minha sombra uma criança dê seus primeiros passos; Dois jovens apaixonados se beijem pela primeira vez…

Alguém senta ali para esquecer dos problemas; para ler um livro; contar uma história para alguém.

Que as crianças brinquem de roda em volta de mim. Que dois velhinhos parem um tempinho para descansar na minha sombra.

Que um casal deixe um coração gravado com as suas iniciais em meu tronco para eternizar seu amor.

Que o vento bata em minhas folhas e que me alegre, assim como me alegra ao bater em meus cabelos.

Que todos se lembrem de mim com alegria. Que lembrem que fui vida. Que estou viva, mesmo depois de ter morrido.

E a vida eterna? A vida eterna existe.

Inspirado em: https://awebic.com/cultura/adeus-caixoes-capsula-organica-transforma-pessoas-falecidas-em-arvores/  ❤

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Que nem feijão com arroz

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encontrei essa imagem aqui

Casal Feijão-com-arroz é assim que os amigos os chamam.

Por que? Porque, assim como na música do Legião Urbana,  eles se completam como feijão e arroz.

Porque a única pessoa que consegue cantar Faroeste Caboclo inteiro enquanto ele toca violão é ela.

Porque ele é o primeiro que ri das piadas toscas dela.

Que mente dizendo que a comida dela está deliciosa, mesmo estando sem sal.

Os dois não são só namorados, são amigos. Um olha para o outro com carinho e cumplicidade.

Eles são tão diferentes e tão parecidos ao mesmo tempo.

É coisa de destino mesmo. Os caminhos deles tinham que se cruzar mais cedo ou mais tarde.

Eles fazem a gente acreditar naqueles amores dos livros, sabe?

Eles fazem a gente acreditar que o amor existe de verdade e nos faz querer viver um amor assim também.

E eles vivem alheios as opiniões dos outros, vivem sorrindo, cantando e se encantando um com o outro.

Tenho certeza que com os dedos entrelaçados eles ainda irão conquistar o mundo.

————————————————————————– P.S.: Esse é o post de número 100 do blog 😮 \õ/

P.S²: Promessa para final de ano e começo do ano que vem: realmente participar dos grupos de escrita criativa em que participo. É bom que exercita a criatividade e dá uma força para os dias sem inspiração. Então além dos posts normais e daqueles dedicados ao meu grupo do amô (Vai um Café?), eu ainda publicarei participações para outros grupos maravilhosos, começando hoje pelo NSE.

Esse post é a minha participação desse mês no projeto:
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Não Somos Escritores – Um projeto com temas para escritores desenvolverem sua criatividade na escrita. 
Se quiser participar também clique aqui.

 

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Depois do capítulo final

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Foi lindo mas eu sabia que não haveria um dia seguinte.

Sabe quando você dá um beijo e ele tem cara de final da novela das 8.

Só que nesse final os mocinhos não ficam juntos. É um beijo de despedida, um último beijo.

Mas a mocinha se recusa a deixar tudo se acabar. Ela guarda. Guarda o último gole de vinho, guarda um restinho de perfume no frasco. Mas é em vão.

O mocinho quer liberdade, quer mais cores, quer mais sabores. Mais bocas para beijar, mais corpos para tocar. Não quer se demorar em um amor maduro.

E os dois brigam. Um de cada lado do cabo de força. Ninguém vence.

E aquele beijo tão especial se mistura a tantos outros que acontecem no capítulo final da novela.

Foi só mais um beijo. Um beijo de nunca mais.

E o mocinho vira as costas para a moça e pega a mão da vilã da história.

E ela fica ali parada vendo os dois desaparecerem no horizonte. Um horizonte que ela achava que era dela.

Dona mocinha, olhe para o lado! Sua vida é real e ela continua mesmo depois do “The end” no capítulo final.

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