Tag: Felicidade é…

tumblr_nrg4p5OWPr1uykooso1_400

Eu não lembro mais quem me marcou nessa tag :/

1. O que você gosta de fazer quando está sozinha?

De ler, ouvir música,escrever, olhar as redes sociais. E fazer coisas que não tenho muita coragem de fazer na frente das outras pessoas, tipo: dançar e cantar haahhaah

2. O que você gosta de fazer junto com outras pessoas (amigos, família ou namorado)?
De comer, de assistir um filme, ou sair para qualquer lugar.

3. Pequenas coisas que te faziam feliz na sua infância:
O bom de ser criança é que justamente as pequenas coisas nos fazem felizes. Eu era uma criança muito criativa e fantasiosa. Na minha casa tinha uma parreira de uvas bem bonita e eu amava brincar lá em baixo, era como se fosse uma cabana na floresta para mim. ♥

Gostava também de andar de bicicleta ( de olhos fechados para sentir o vento batendo no rosto. OBS.: Crianças não façam isso em casa, é um perigo (eu era uma criança maluquinha :p)

Amava observar a natureza e falar com as árvores :p

4. Uma coisa que te deixou feliz essa semana:
Que eu vou fazer uma viagem bem legal com a minha família. E, se planejar para isso tem sido bem especial.

5. Cite 3 coisas que te deixam muito feliz:

  • Feriados :p
  • Estar rodeada de pessoas que eu amo;
  • Estar em paz, comigo e com os outros.

6. Complete: Felicidade é…
Valorizar aquilo que já temos e se alegrar com o restante que vier.

7. Convide 3 pessoas para responder essa TAG:
Vou deixar livre para quem quiser responder. Fica aqui o meu convite. 🙂

Anúncios

Pressa

casal-celular
Foto por:  người yêu

Hoje o som do relógio é silencioso. Nem Tic nem Tac.

O despertador não soa descontrolado, quase caindo do criado mudo.

Hoje é o celular apitando pelas notificações. São 105 canções diferentes para escolher como quer acordar. Em um toca Bethoven, no outro Mettalica.

Aqui dentro silêncio. Lá fora: loucura. Luzes, buzinas, músicas… O mundo não para, as pessoas não param.

Não há tempo para degustar um café da manhã na mesa, um pão quentinho da padaria.

Conversar, abraçar e beijar são analógicos nesse mundo digital.

O amor não é comodismo. É escolha.

Elderly couple in wheelchairs, holding hands

Os dois olhavam , se entreolhavam.

Na rua , alguns jovens passavam e nem notavam a presença deles. Ver toda aquela juventude lá fora sedenta por amor, aventura e diversão fez com que recordassem, com nostalgia, os momentos que haviam vivido. Os dois se olham com uma cumplicidade…

Quando fizeram os votos de casamento provavelmente não imaginariam como terminariam os seus dias. Sonhavam em ter um cachorro, uma dúzia de filhos, uma casa bem grande e muito dinheiro.

Juntos construíram um lar. Conseguiram ter o cachorro, cinco filhos e uma casa não tão grande como imaginavam. O dinheiro? Conseguiram o suficiente para não passar fome.Os filhos cresceram e depois vieram os netos. Os cabelos brancos começaram a surgir um a um até tomar conta dos poucos fios de cabelo fino que restaram.

Começaram a sentir debilidade ao andar. Primeiro foi ele e depois de um tempo ela. Foram necessários os cuidados de outros para coisas que antes eles faziam com a maior facilidade do mundo.

A vida começou a ser vista por outra perspectiva.

Aprenderam a valorizar ainda mais a presença um do outro. Descobriram que a coisa mais valiosa que conquistaram com o passar dos anos foi o amor. Um amor que não foi nenhum final feliz de comédia romântica. Teve briga, choro, grito, raiva, mas teve amor, risada, mãos dadas…

Pensavam ser uma pena a maturidade vir tão tarde. Se soubessem metade do que sabem agora poderiam ser muito mais felizes no passado.

Aprenderam que o amor não é comodismo. É escolha. É aprender a relevar os defeitos e aproveitar o melhor das qualidades. Aquela coisa avassaladora que chamamos de amor é só o início. Depois que o êxtase acaba, a realidade te mostra quem é na verdade a pessoa que você escolheu viver.

O amor forma laços, e não dá pra mentir : as vezes ele aperta. Sim, aperta. E não é porque deixou de ser amor. É porque um dos lados puxou com força demais. E, com o tempo, a paciência e a experiência os dois lados vão aprendendo a não segurar com tanta força.

Hoje a vida passa, devagar e os dias parecem não ter fim, mas poder olhar um para o outro renova as forças.

Eles não sabem quanto a vida ainda vai durar mas sabem que estarão um lado do outro quando um deles fecharem os olhos.

E, enquanto esse dia não chega, ficam ali juntos em uma calçada virada para a rua, de mãos dadas, vendo os dias passando devagar e a vida fugazmente.

O medo faz ver coisas!

pexels-photo-346796

Dedel, 4 anos e 10 meses em: O medo faz ver as coisas.

Cheguei em casa à noite com a mamãe e o papai. Era começo de julho e estava frio, ventando bastante. Entrei em casa correndo para o meu quarto para pegar um brinquedo.

Eis que levo um susto: na porta do meu quarto tinha uma rã! Parecia seca, devia estar morta.

Enchi o peito de coragem e fiz o que qualquer garoto da minha idade faria em uma situação de perigo: chamei minha mãe!

— Mãaaaaaae! Tem uma rã morta na porta do meu quarto.

Mamãe veio com calma e ao olhar para a rã deu risada. Me pegou no colo e pediu que eu pegasse a rã na mão. Eu saí correndo!

Mamãe acendeu a luz e me mostrou que a rã na verdade era uma folha seca que, com a ventania, entrou em casa.

— Ah, mãe é só uma folha! É que tava escuro e eu senti medo. O medo faz a gente imaginar as coisas, eu olhei para a folha e vi uma rã, mas não era não, era só minha cabeça que tava imaginando.

— Isso mesmo, filho. Quem te ensinou isso?

— Ah, mãe, isso eu aprendi sozinho. — (Leonino sendo leonino :p)

1001 músicas {93 Million Miles – Jason Mraz}

large
We♥It

Por algum motivo, eu podia ver além daquele horizonte uma forte luz. Uma luz dourada que cintilava e suas cores dissipavam-se no céu azul. Estava distante eu era criança, mas ainda assim,  eu podia vê-la.

Eu quis ser astronauta para ir buscar essa luz que tanto imaginei.Eu sei que um dia todos verão essa luz, ela pode cegar, mas simplesmente não conseguimos parar de olhar para ela.

Depois que cresci quis alcança-la . Meus pais me disseram para ir. E que se eu chegasse lá e essa luz já não fosse tão importante eu poderia retornar ao meu lar. Como sou grato por meus pais serem quem são e , no fundo eu sei, que não importa onde eu vá, nunca encontrarei uma porta trancada se eu decidir voltar.

Desde que saí de casa tive dias medíocres e noites gloriosas. E, todas as vezes que os monstros tentavam me atacar com o anoitecer eu lembrava dos meus pais e como eles sempre me diziam que tudo acabaria bem.

E, mesmo quando não dava mais para segurar, quando o peso nos ombros se tornava insuportável, eu me lembrava que meu pai sempre me dizia que a escuridão é necessária para que os dias de luz fizessem sentido.

Eu caminhei por muito tempo. Eu olhava para os lados e eu me sentia sozinho. Eu não tinha nada para me agarrar e a subida parecia ser tão escorregadia…

Até que eu caí. E o fundo do poço foi a minha morada. E nos meses que eu vivi ali, eu precisei relembrar as histórias dos meus pais e como aqueles conselhos pareciam que faziam mais sentido agora. Como eles sabiam do que iria acontecer?

De repente o fundo do poço era uma mentira. O que parecia um fundo era o pico de uma montanha e lá de cima eu vi o sol brilhar mais forte.

E só então, depois de tanto tempo, eu entendi a mensagem dos meus pais: a luz que eu tanto procurei me acompanhou a vida inteira e ela estava bem viva, aqui dentro de mim.

Mais ainda não acabou. A maior viagem agora é a de volta para casa.

* { Texto inspirado na música: 93 Million Miles – Jason Mraz }

{ No ponto de ônibus} A menina da flor

menina-cheirando-flor-500x357
Google Imagens

Era uma tarde de dezembro.

Embora o verão ainda não tivesse nem perto de chegar, o tempo estava muito quente. Tão quente, que as pessoas improvisavam usando panfletos de supermercados como se fossem leques, sacudindo-os , de um lado para o outro, sentindo o vento bater em seus rostos.

Cheguei cedo. O meu ônibus ainda demoraria uns quarenta minutos para chegar.

Abri um livro e comecei a ler para passar o tempo.

Até que sou interrompida por uma criança, era uma menina de aproximadamente 5 anos. Ela tinha nas mãos uma linda flor vermelha, dessas que a gente encontra em quintais de avós, sabe?

Era uma linda menina negra, dos olhos de jabuticabas, e cabelo enroladinho. E estava com as mãozinhas esticadas entregando para mim. Eu sorri e perguntei:

— É para mim?

Ela sacudindo seu pequeno corpo de um lado para o outro, assentiu que sim com a cabeça e sorriu para mim. Um sorriso tão bonito que era impossível olhar e não sorrir de volta. Que menina encantadora!

Depois disso, ela saiu correndo e eu a vi com sua família: uma mulher, um homem e, com ela, somavam quatro crianças. Eles pareciam felizes.

Até que de repente o homem coloca a mão no peito, caminha alguns passos e cai no chão frio da rodoviária.

As pessoas começam a aglomerar em volta dele. Ouço um homem dizendo que ele já estava ficando roxo. Outro está com o celular na mão, xingando as pessoas do hospital que não atendiam o telefone. Eu fui vagarosamente me aproximando, quando me assustou com o grito:

— Morreu! Ele morreu!

O choro da mulher e das crianças foi abafado pelo som estridente da ambulância que se aproximava.

A família entrou na ambulância junto com o pai da família. A multidão começou a se dispersar.

Meu ônibus chegou. Eu fui entrando aos poucos no ônibus. Entrei e sentei em um banco que dava para a janela.

Em um dos bancos da rodoviária restaram algumas  flores vermelhas iguais aquela que a menina havia me dado. As flores da menina, a menina das flores.

Para 2018: Silenciar?

apagar

2017 foi um porre.

Não, não foi culpa do ano.  A culpa foi minha mesmo, eu assumo.

Sabe aqueles conselhos que a gente dá mas não segue? Então.

Eu sei que criar expectativas não é uma atitude muito inteligente, porque é uma coisa que foge do nosso controle. E tudo que foge do meu controle me deixa mal.

E 2017 foi expectativa de Janeiro a Dezembro, 365 dias de expectativa.

E a expectativa gera o que ? Ansiedade. E, só quem é ansioso sabe como isso é prejudicial para a saúde.

Você provavelmente já ouviu falar que quando você tem um plano, você deve ficar quieto para que ele dê certo. E eu sempre acreditei nisso, mas acabei fazendo totalmente ao contrário. Eu estava tão empolgada que falei pelos cotovelos. E, a gente sabe que nem todo mundo que é legal com você está ao seu lado e de fato torce por você.

Hoje é dia 21 de abril de 2018, e encontrei esse texto nos meus rascunhos e percebo como estou falhando na minha promessa de silenciar.

É complicado, é doloroso pois ao silenciar pode parecer que a gente consente com muitas coisas.

Mas o silêncio, que já foi meu aliado no passado, hoje é a minha maior dificuldade.

Hoje é dia 22 de dezembro de 2018 e eu sorrio ao encontrar mais uma vez esse rascunho no blog…

Sabe, muita coisa mudou desde que eu comecei a escrevê-lo. Inclusive desde de abril desse ano, que foi quando eu o “encontrei” e resolvi escrever nele de novo.

Eu ainda não tinha certeza, mas uns dias depois eu descobriria que eu estava grávida. Uma gravidez muito planejada e esperada.

E, poucos dias, depois da descoberta, na primeira ultrassom recebo um diagnóstico preocupante : um hematoma subcoriônico. Resumindo, é um descolamento ovular, um acumulo de sangue entre o que futuramente será uma placenta e o útero. Na mesma época, a Sabrina Satto estava com o mesmo problema e o caso dela era ainda mais grave porque ela teve sangramento e o descolamento era bem maior. Acompanhar a recuperação dela me trouxe esperança.

Mas, infelizmente, no mês de maio. Mês do Dia das Mães e do meu aniversário, eu recebi a notícia mais triste da minha vida: “o coraçãozinho do seu bebê parou de bater”.

Eu passei por todas as fases do luto.

Mas essa experiência triste me deu um chacoalhão. Algo precisava mudar. E assim eu fiz, comecei a organizar a minha vida financeira, profissional e pessoal. Cortei o cabelo porque eu precisava ver outra versão de mim no espelho.

Muita gente me perguntou: “como você conseguiu/está conseguindo passar por isso com tanta tranquilidade?” A verdade é que não teve tranquilidade. Foi profundamente triste e até hoje eu não consigo ver o ultrassom com ele morto sem chorar (por isso prefiro não ver mais). E, todos os dia 29 do mês eu fico triste, do nada, e quando eu vou ver a data descubro o porquê.

Porém, eu tinha que ficar bem. Porque eu tinha outro filho que precisava de mim.

E eu busquei formas de me ocupar. Até que eu descobri o que precisava ser feito: eu precisava falar.

Logo eu que jurei que esse seria o ano do silêncio.

Mas não foi. E apesar do silêncio ser muito importante, e eu ter silenciado de vez em quando,  falar foi essencial na minha recuperação.

E foi um processo complicado porque as pessoas não gostam de falar ou ouvir falar sobre o assunto. É tabu. Quantas vezes eu fui falar com alguém sobre isso e mudaram de assunto? Ou quantas vezes fingiram que não estavam ouvindo? Ou me falaram que eu não deveria estar falando sobre aquilo?

Mas falar foi a minha libertação. Falar sobre a minha dor com as outras pessoas fez com que eu me recuperasse. Porque a dor ela sempre é imensa, seja qual for o motivo dela, e a gente sempre tenta carregar ela sozinha porque falar sobre dor parece ser um pecado! E quando a gente guarda essa dor ela vai aumentando até ficar maior que a gente, tão grande que nos sufoca e é aí que vem a depressão que é quando a dor vence.

Eu fui convidada a fazer parte de um grupo de meninas que passaram ou estavam passando pelo mesmo que eu. E ali eu vi muitos casos parecidos. Mas estávamos todas ali prontas para ouvir e para desabafar também.

Com o tempo, falar sobre a minha perda se tornou algo natural para mim. Não deixou de ser triste, mas ficou menos pesado falar sobre isso.

E toda essa situação me fez olhar mais uma vez para mim, olhar para a minha vida e valorizar cada pormenor dela.

Eu olhei e mais uma vez tinha o meu copo em cima da mesa e ele tava meio cheio.

E eu falhei miseravelmente em silenciar esse ano, ainda bem porque foi isso que me salvou.