O melhor presente da minha vida

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Hoje faz cinco anos.

Cinco anos que vi seu rostinho pela primeira vez. Que te acalentei em meu seio e te coloquei para dormir.

Faz cinco anos que vi o nascer do sol pela primeira vez. Que senti aquele mix de emoções inexplicável: vontade de rir e chorar ao mesmo tempo.

Há cinco anos eu me descobri mãe.

Descobri que mãe sente medo, sente dor, sente culpa e sente raiva, às vezes. Mas descobri também aquele amor incondicional de que tanto falam.

Aprendi que o peito dói quando você não está bem. Que casa silenciosa é um tédio e muito vazia quando você não está (ou quando você dorme).

Você veio assim: de surpresa. E mudou toda a rota que eu tinha feito para a minha vida. Se eu tive medo? Muito. Mas ainda vale muito a pena.

Mesmo sabendo que eu perdi muitas horas de sono. Mesmo sabendo que eu tive que abri mão de um monte de coisas por causa de você. EU NÃO ME ARREPENDO DE NADA.

Se antes eu sonhava alto, se o maior sonho que eu tinha era fazer mestrado, doutorado e ganhar muito dinheiro, hoje eu penso em como eu posso seguir minha carreira sem abrir mão do bem mais precioso da minha vida que é você.

Hoje eu descobri que o verdadeiro valor das coisas está no tempo que você dedica para as pessoas que você ama. Porque a gente pisca e já é ano que vem. A gente pisca e o nosso bebê já têm cinco anos e já começou a perder os dentes de leite.

Não é que eu abri mão da minha carreira. Não é isso. É só uma questão de prioridades, eu espero um dia poder fazer mestrado e doutorado só que mais para frente. E se não der certo tudo bem. E não é comodismo não, viu? É apenas enxergar o copo meio cheio e ser feliz com aquilo que eu já tenho. E, poxa eu já tenho tanto!

Eu sei que a sociedade vai me julgar. Mas eu sei que eu estou fazendo as minhas escolhas e sejam lá quais forem as consequências, foram coisas que eu quis e não que quiseram para mim.

E é uma das coisas que eu quero te ensinar: seja você. Faça aquilo que a sua intuição lhe diz, se isso não for machucar outra pessoa, é claro. Ouça o que os outros dizem mas absorva somente aquilo que você puder transformar em algo bom.

Cada dia mais eu vejo a competitividade desse mundo. A amizade só dura até a entrevista de emprego. E eu não quero isso pra ti. Quero que sejas feliz.

Quero que faça bons amigos e que sejas um bom amigo. E, tá bem difícil de acreditar, mas quero que a sua geração viva em um mundo melhor.

Por fim, eu sei que uma hora você nem vai ligar tanto para mim. Mas eu estarei sempre aqui torcendo por você e me lembrando que o dia 15 de agosto eu recebi o presente mais incrível da minha vida.

 

Por favor, vá!

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Imagem retirada do Pinterest

Você é daqueles tipos que chegam ser receber convite. Eu odeio perder o controle das coisas, eu odeio perder o controle de mim. E você insistiu tanto que conseguiu me desestabilizar.

Você me faz odiar ainda mais o inverno. Me faz pensar em coisas tristes, me traz decepção. E por mais que eu tente fugir de você, sempre perco a “luta”. Você tem o poder de me paralisar.

Eu tento te evitar e a cada vez você aparece o sentimento parece ficar ainda mais forte. Faz um favor: desiste de mim, vai.

Já parei de fazer coisas que eu amava só para não te ver mais…

Não espero a hora da primavera chegar que é pra ver se você desaparece de vez. Odeio essa gripe. Odeio estar gripada. Odeio sentir frio. Então, por favor, querido vírus da gripe vá logo embora!

 

O que me inspira?

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Desde que eu aprendi a escrever passei a rabiscar as últimas folhas do caderno para escrever sobre as coisas que eu observava no meu dia a dia. Em casa, sempre fui uma criança comunicativa, mas quando eu estava fora do meu porto seguro era extremamente quieta. Minha mãe dizia que eu quietava para poder observar tudo que estava em volta de mim, eu não deixava escapar nenhum detalhe: o olhar das pessoas, a forma como elas mexiam as sobrancelhas, como gesticulavam ao falar… Sem contar, é claro, no meu contato com a natureza. Eu era daquelas criancinhas doidinhas que conversava com as árvores (ótimas confidentes, por sinal). Então tudo que estava a minha volta era observado atentamente por mim.

Eu ainda não sabia, mas de certa forma ser observadora era o meu “laboratório”, era ali que eu encontrava subsídios para escrever os detalhes que meus textos exigiam.

No começo, eu escrevia para desabafar. Para falar dos meus sonhos e para me esconder de um mundo ruim que eu observava.

Eu escrevia sempre. Mas quando eu estava triste a inspiração parecia fluir.

Por muito tempo, pensei que a única forma de escrever bem era ficando triste. Com o tempo descobri que da mesma forma que não dá para ficar feliz por muito tempo não dá para ser triste o tempo todo (ainda bem).

E, foi preciso um esgotamento emocional para eu me descobrir outra pessoa. E essa nova pessoa descobriu que a tristeza era um mero detalhe, que a inspiração vinha de muitas outras coisas.

Vinha de uma música legal que eu ouvi na rua, de um livro que eu li ou de um filme bacana que eu assisti, de uma conversa com desconhecidos…

E, a partir daí, a felicidade passou a fazer parte do meu processo de inspiração.

Se antes eu só escrevia para desabafar hoje escrevo para compartilhar a minha alegria.

A inspiração está em todos os dias em todos os lugares. Mas tem dia que estamos mais propensos para percebê-las. E, cada dia o cotidiano pode nos tocar de uma forma diferente e inspiradora.

 

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Lembranças do Dedel 1001 noites

Gabriel, que eu carinhosamente chamo de Dedel. Tem três anos (quase quatro) e sei que muitas lembranças dessa idade são esquecidas. Eu mesmo não lembro de nenhuma;. A primeira lembrança que tenho nitidamente em minha cabeça foi de quando eu estava prestes a fazer quatro anos (a idade que ele tem hoje).

Então, eu resolvi criar no blog textos como se eu fosse o Gabriel e estivesse registrando a sua memória sobre um dia importante, engraçado ou assustador. Espero que gostem.

Hoje vou contar a história do dia que ele levantou minha auto estima, só que não. ahahah

P.s.: Na verdade esse texto estava nos rascunhos do blog, agora Dedel já vai completar 5 anos. :O


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Imagem retirada do Google Imagens

Hoje eu acordei cedo, bem cedo. Tenho que ir para a escola (mamãe diz que é importante. Será mesmo? Tenho minhas dúvidas), minha mãe diz para eu ir para o banheiro fazer xixi e escovar os dentes.

Quando termino mamãe vai me ajudar a pentear o cabelo. Mamãe andou triste nos últimos dias. Se sentindo feia. Resolvi melhorar o astral dela:

— Mãe, você é linda!

— Oh , meu amor, obrigada. — responde ela com um sorriso que quase rasgou a bochecha.

— Você não é feia, não é gorda também, não. — continuo.

Mamãe faz cara de boba e agradece. Eu olho para a pancinha saliente dela, que está bem na minha frente, e digo:

— Bom, só a sua barriga que está um pouco grande.

Mamãe e papai começam a rir. E eu fico com cara confusa pensando:  “ué, porque eles estão rindo?” Maluquinhos esses meus pais.

 

A medida de amar

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PH: Kelly Sikkema

Nós dois na rede ouvindo o som dos Engenheiros e ter a certeza de que a medida de amar é mesmo amar sem medida. Porque o amor não tem proporções, a gente não ama aos pouquinhos, ama muito! Com intensidade, com entrega.

A noite vem chegando bem devagarinho, o silêncio é quebrado pelo barulho dos beijos apaixonados.

Um gato insiste em enroscar em minhas pernas, parece que ele sabe o quanto sou apaixonada por gatos. Dizem que gatos são muito sensitivos.

Você dá risada.

— Até o gato parece estar apaixonado por você.

— Eu acho que ele está apaixonado por nós dois. Juntos.

 

A moça da comédia romântica

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Cena do filme: “Lisbela e o prisioneiro”

Gosto das comédias românticas, gosto de histórias de amor mais escrachadas, sem muita perfeição. Gosto do amor e do humor dessas histórias e dos problemas apresentados.

Costumo dizer que a minha história de vida é uma verdadeira comédia romântica. E daquelas mais cômicas. Só que nessa história, a mocinha não arranca suspiros de todos os homens, tem um cabelo adorável que tem vida própria, tem um jeito engraçado de andar, é desastrada, meio louquinha de vez em quando.

Como em todas as histórias das mocinhas das comédias românticas, houve momentos de riso, de choro e de reflexão. Teve momento de querer pular da ponte, de querer desistir. De apertar o peito. E teve outros de chocolate quente, de banho de rio e de contemplar o pôr do sol.

Nessa história eu sou a protagonista. Uma moça de vinte e seis anos que a cada dia mais se liberta de velhas amarras, de pensamentos inúteis (e de pessoas também). Apesar de protagonizar há algum tempo essa comédia romântica e de gostar de falar de amor não me considero a “bam-bam-bam” dos relacionamentos, nem entendida em questões do coração. Me considero aprendiz. E a vida é uma ótima professora. Rude de vez enquanto, eu confesso, mas é da onde saem os melhores ensinamentos.

E,quando você percebe que consegue rir da própria desgraça, percebe o quanto sofreu à toa na vida. E, se alguém se incomoda com o meu riso escancarado, com os meus cachos desarrumados, com meu jeito estranho de andar, com os meus olhos grandes e com tantos defeitos que eu levaria anos para mencionar, o problema é inteiramente dela. Eu até poderia responder com meu silêncio, mas minha resposta é o meu sorriso sempre carimbado no rosto. E no desenrolar desse filme muitas coisas acontecem. Há aqueles que se incomodam e querem sair antes dos créditos finais. Mas há quem se apaixone e que fica só para saber como essa história termina.

E a comédia continua…

Se quiser ouvir uma música depois de ler o texto clica aqui

 

 

Meio assim, sei lá

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Retirada do Google Imagens

Todo herói tem um vilão terrível que faz de tudo para destruí-lo. As vezes eu acho que meu vilão é meu cérebro, meu vilão sou eu mesma. E como é que se luta contra si ?

Sabe aqueles dias em que nada de ruim aconteceu, mas você se sente um lixo? Dá vontade de chorar, de sair correndo contra o vento, sem destino. De não ver gente. Vontade de ficar só e esperar passar esse momento. Nesse dia todos aqueles dias que você enterrou em algum compartimento secreto do coração vem à tona. Justo aqueles doloridos que você se esforça diariamente para esquecer. O coração fica com aquelas feridas abertas e em um dia aleatório, volta a doer.  É como se tivesse um dispositivo chamado: feliz demais! E que fica apitando, porque é muito perigoso ter felicidade em excesso. Então o corpo reage mandando um pouco de tristeza, baixa autoestima, e voilà! Tudo voltou ao seu perfeito equilíbrio. Nem feliz, nem triste. Meio assim sei lá.

Antes eu odiava quando esses dias surgiam, hoje eu já encaro de forma diferente. Esses momentos servem para reflexão, muitas vezes fugimos das coisas ruins e ficamos anestesiados, não sentimos de forma realista tudo que está ao nosso redor. Vivemos como se nossa vida não tivesse problema nenhum quando na verdade as sensações ruins estão ali bem na nossa cara. E tentar fugir delas é tão inútil quanto cobrir a cabeça com um cobertor para fugir de um perigo que a gente nem sabe se realmente existe.

Que sentimento de m! é esse afinal? Meio termo. Morno. É o purgatório emocional.

Dia perfeito para assistir filmes no estilo “Se eu ficar” , porque você pode ter a desculpa de que está chorando por causa do filme e não sem motivo nenhum.

Mas nenhum sentimento é em vão. A tristeza tem que vir de vez em quando para refletirmos melhor. Porque a empolgação, às vezes, cega de mais.

Aí depois de uma semana se sentindo a pior pessoa do mundo, sem motivo nenhum, você simplesmente encaixota todos os sentimentos ruins e tudo volta ao normal.

A vida continua, a caixa está vazia de novo e, inconscientemente, você começa a guardar pequenos sentimentos do dia a dia até chegar o tempo de esvaziar tudo de novo.